Honda tem dia livre de problemas em Nevers

Começou hoje, no Circuito de Nevers, a preparação na pista da Honda Racing F1 Team para o Grande Prêmio da França deste domingo Rubens Barrichello e Jenson Button deram um total de 110 voltas, terminando o dia com o 17.º e 19.º melhores tempos, respectivamente.

Não houve testes da Fórmula 1 na pista de 4.411 m (2,741 milhas) desde a prova do ano passado. Por isso, os engenheiros e pilotos tiveram longas listas de tarefas a fazer durante as três horas de trabalho em pista hoje. Graças à impecável confiabilidade dos RA108, eles puderam completar seus programas e obter um bom entendimento dos pneus de composto macio e médio da Bridgestone.

Inicialmente o asfalto estava bastante escorregadio, e fortes ventos cruzados ao longo do dia tornaram difícil encontrar o equilíbrio ideal para os carros. Mas à tarde, com a pista em melhores condições, a equipe encontrou um bom rumo de acerto a seguir para melhorar os carros antes da sessão de classificação de amanhã.

Pela manhã Rubens completou 25 voltas hoje, marcando como melhor tempo 1:17.491 s. Isso o deixou no meio do pelotão intermediário, que é onde a Honda Racing F1 Team espera andar neste final de semana. Jenson teve alguns problemas de acerto, e foi meio segundo mais lento do que seu companheiro de equipe.

Pela tarde, os papéis se inverteram. Jenson foi o mais rápido dos dois, com a melhor volta de 1:17.244 s, e Rubens ficou 0,3 s atrás.

“Tivemos um dia produtivo hoje, conseguindo fazer uma boa quilometragem ao longo das duas sessões”, comentou Jenson. “Fizemos progressos no decorrer do dia e eu estou mais contente com o carro agora à tarde. Infelizmente ainda está faltando ritmo para nós, o que é uma surpresa, já que estávamos esperando ficar entre os dez melhores aqui na França.”

Rubens estava igualmente surpreso: “Embora as condições da pista tenham melhorado à tarde, não conseguimos fazer tanto progresso quanto esperávamos ao longo do dia. Estávamos esperando que o carro andasse melhor neste circuito, mas está evidente que temos trabalho a fazer para conseguir um balanço certo. Embora possamos ter feito um programa de treino diferente dos nossos concorrentes, acho que o dia de hoje indica que estaremos competindo no meio do pelotão neste final de semana.”

“Foi um dia difícil, mas nem tudo está perdido”, foi o veredicto do chefe de engenharia de corridas e testes, Steve Clark. “Os tempos de volta podem não refletir o ritmo real de nossos carros hoje. Nenhum dos carros teve ao mesmo tempo todos os elementos para fazer tempo. Estamos fazendo algumas mudanças bastante significativas nos carros, buscando equilíbrio. Deve ser dito que estamos esperando ter um carro melhor do que o que tivemos hoje.”

A equipe agora analisará os dados dos trabalhos de pista de hoje antes de tomar as decisões finais de acerto e estratégia, para a classificação e para a corrida.