Férias merecidas. Michael Schumacher é um dos poucos pilotos privilegiados da Fórmula 1 que terão longas férias após o término da temporada 2003. A categoria volta a treinar no final de novembro, mas o hexacampeão do mundo só retorna em janeiro, ficando três meses longe das pistas.
Para ele, a importância desse tempo de descanso é fundamental para uma boa performance depois de começada a temporada. “Eu estou em uma situação de sorte por poder organizar sozinho minha programação só para janeiro. Fora alguns compromissos, estou ansioso por férias”, comenta Schumacher.
“Nos últimos anos eu percebi o quão importante é para mim ter um tempo para descansar da Fórmula 1 e me preparar novamente para outra temporada difícil com minhas baterias recarregadas e com novas motivações”, acrescenta.
Recentemente Schumacher tem se dado ao direito de tirar longas férias, mas vira e mexe as interrompe com uma pequena sessão de testes aqui e lá. “A melhor coisa é realmente querer pilotar um carro, se for diferente, a temporada irá se tornar longa e estressante. Isso requer muita energia”, explica.
Sua necessidade de tempo livre se reflete na batalha que teve com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya nas últimas corridas da temporada, antes de conquistar o sexto título no GP do Japão, dia que ele não vai esquecer.
“De alguma maneira, o evento em Suzuka parece ter acontecido há muito tempo”, diz Schumacher. “No entanto, quando estou em casa relaxando, naturalmente meus pensamentos voltam para aquele dia”, revela.
“Mas todos os dias recentes da vida retornam normalmente. Corinna (sua esposa) e eu temos dois filhos e eles representam minha vida. Em geral, tenho pouco interesse pelo passado, estou muito mais interessado no que está por vir. De qualquer maneira não posso negar que o que aconteceu no Japão foi algo fantástico”.
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