Depois de terminada a temporada 2003 da Fórmula 1, as empresas fornecedoras de pneus – Bridgestone e Michelin – atribuíram às escolhas que fizeram durante as sessões de testes o sucesso de seu desempenho durante as corridas.
O diretor de projeto da Michelin, por exemplo, Pascal Vasselon explica que as escolhas certas nos testes é que levavam a uma performance forte. Quando os pneus são testados, as companhias entram em uma “fase crucial”, pois é aí que encontram soluções para seus problemas que serão aplicadas nas fábricas.
“Temos que chegar a dois critérios de avaliação”, diz Vasselon. “Primeiro, escolher o circuito certo e então decidir quais elementos iremos manter para fazer a análise”, completa o diretor da Michelin.
A Bridgestone admite ter encontrado dificuldades, especialmente na metade do campeonato, por não prever devidamente o comportamento dos pneus durante as corridas, que geralmente era diferente nos testes.
Para Hirohide Hamashima, chefe de desenvolvimento da Bridgestone, o motivo dos problemas da empresa era não fazer precisões “certeiras”. “Isso acontece na transição dos testes para as corridas”, explica. “Nós desenvolvíamos as especificações que queríamos usar no teste, mas elas não tinham a mesma performance nas corridas. Nossas previsões não eram boas o suficiente”.
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