GP da China nem estreou e já sofre com o tabaco

O primeiro GP da China de F-1, marcado para setembro do próximo ano, nem estreou e já surge o primeiro grande problema a ser contornado pelos administradores da prova. As novas restrições à propaganda tabagista no país, já que a China aprovou lei recente proibindo a propaganda de cigarros em eventos esportivos.

No entanto, o deputado e manager do circuito de Xangai, Yu Zhifei, demonstra despreocupação com o fato.

– O povo chinês terá serenidade para lidar com a situação. Estamos trabalhando muito duro e negociando com vários departamentos para atingir nosso objetivo – disse Yu.

Por sua vez, Shi Tianshu, presidente da Federação de Automobilismo da China, acredita que uma solução será encontrada para o impasse.

– A F-1 trará um enorme valor comercial para Xangai, e melhorará em vários aspectos a economia local. A China é um país em desenvolvimento, então o crescimento deve ser sempre uma prioridade. Eu não acredito que a propaganda tabagista nos carros vá causar um aumento do número de fumantes – declarou Tianshu.

Mas o lobby local contra o tabagismo rebate com força:

– Será ilegal se houver propaganda de cigarros nos carros durante o GP do ano que vem – dispara Yang Gonghuan, vice-presidente da Associação chinesa de saúde. – Seria um grande passo atrás em nossos esforços de controlar o tabaco – declarou.

No entanto, a China ainda não assinou o tratado anti-tabaco firmado pela Organização Mundial de Saúde, e que passa a vigorar a partir de outubro de 2006.

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