Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, o brasileiro Gil de Ferran pode correr na equipe Jordan de Fórmula 1 na próxima temporada. O piloto, hoje defendendo o time Penske, faz neste domingo sua última prova como profissional no GP do Texas – derradeira etapa da IRL em 2003.
Ferran anunciou em agosto sua aposentadoria das competições. Sua decisão em parar veio depois de dois títulos consecutivos na CART (2000/2001) e a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis neste ano. Por outro lado, Gil nunca escondeu sua vontade de correr na F-1.
O brasileiro já teve chance de realizar este sonho. Antes de sua ida para os Estados Unidos, em 1995, recebeu convite de algumas equipes médias e pequenas da categoria. Entre elas, a extinta Ligier. Mas Gil preferiu seguir sua carreira de outra forma.
Ainda, segundo a apuração da “Folha de São Paulo”, as negociações entre a Jordan e Gil de Ferran começaram em Indianápolis – durante o GP dos Estados Unidos de F1. Ainda nada está resolvido e as propostas continuam sendo analisadas.
A Petrobrás poderia ser uma das apoiadoras da ida do brasileiro para a Fórmula 1. Assim como a subsidiária brasileira da montadora Ford.
Chances remotas
Mas as chances de Gil de Ferran ir para Jordan são muito remotas. Mesmo porque ele estaria se contradizendo. O piloto afirmou que quer parar no auge de sua carreira. E se o bicampeão da CART, melhor piloto brasileiro dos últimos anos e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, aceitar o convite de uma equipe nanica joga esse seu plano por terra.
A Jordan é, juntamente com a Minardi, a pior equipe da F1. Seus problemas financeiros parecem infindáveis. Tanto que Eddie Jordan, dono do time, utiliza apenas pilotos com patrocínio pesado para correr o campeonato. Foi o caso de Ralph Firman, neste ano, que levou cerca de 7 milhões de dólares para os cofres da escuderia.
Para 2004, especula-se que uma vaga na equipe poderá ser “comprada” por algo em torno dos 5 milhões de dólares. Ou seja, se Gil de Ferran quiser correr na equipe precisaria levantar esse dinheiro. Mas, o brasileiro em toda sua carreira nunca teve esse tipo de atitude e, inclusive, se posiciona contrário a isso.
O piloto em entrevista ao jornalista Téo José deixou claro que o GP do Texas será mesmo sua última prova na carreira. Gil pretende dedicar-se mais à família. E num futuro, ainda a ser definido, voltar a usar sua experiência adquirida nas pistas dentro do automobilismo.
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