Por Giovanni Romão
Mesmo vivendo um momento de moral-baixa, com o estreante e companheiro de equipe tendo feito frente durante todo mundial, Fernando Alonso continua muito requisitado dentro do Paddock da Fórmula 1. Prova disso foi o fato do bicampeão mundial ter conversado, ou ao menos ter recebido propostas, formais e informais, de nove equipes da categoria antes de acertar com a Renault.
– A própria McLaren, onde Alonso viveu sem dúvida o pior ano de sua carreira, entrou em contato para ter o espanhol novamente em 2008. Motivo: patrocinadores estavam ameaçando deixar Woking devido à saída de Fernando.
– Não querendo ficar fora da história, mesmo tendo contrato assinado com Raikkonen e Massa até o final de 2009, a Ferrari também teve um ‘leve’ papo com Alonso. No entanto, além do relacionamento nada amigável entre Jean Todt e Fernando, o time italiano não tem por tradição quebrar contratos em vigor.
– A BMW Sauber teve um flerte com o espanhol, falou dos planos ambiciosos, mas os “venenos” destilados por Robert Kubica, que teria afirmado o favorecimento da equipe por Nick Heidfeld, teriam espantado Alonso.
– Falta de estrutura foi o que minou as possibilidades do asturiano assinar com Grove. Equipe independente no grid, uma realidade pouco favorável na Fórmula 1 atual, a Williams ainda tem um longo caminho para voltar a brigar por vitórias e títulos. Outro fator decisivo: Frank, como por natureza, nunca bancaria o salário astronômico de Alonso.
– Com a Red Bull houve um papo mais ‘profundo’. O fato de Adrian Newey estar envolvido nos projetos do time dos energéticos teria animado Fernando. O problema neste caso, além da desconfiança quanto à confiabilidade do RB4, seria uma série de eventos publicitários exigidos no contrato, algo normal no cotidiano do time.
– Depois da Renault, a equipe mais próxima de ter Alonso foi a Toyota. Dinheiro para pagar o alto salário do espanhol o time nipônico tinha, mas provar ter um equipamento confiável para um futuro próximo, praticamente impossível.
– “Time B” da Red Bull, a Toro Rosso também apresentou uma proposta por escrito ao espanhol. Sem pensar muito, os papéis foram rapidamente descartados.
– Quem diria?! Até mesmo a Super Aguri procurou o empresário de Alonso nos boxes do GP da Bélgica, antes mesmo do rompimento com a McLaren, para oferecer uma vaguinha ao bicampeão. Sem chance!
– Por fim, outra possibilidade muito concreta foi a Honda. Porém, o fato dos japoneses já terem acertado contrato por mais um ano com Rubens Barrichello e dois com Jenson Button, pretendendo cumprir com os dois compromissos, eliminou mais uma opção do espanhol. O olho de Alonso chegou a crescer depois que o time anunciou a contratação de Ross Brawn; Mas, já era tarde…
Diante das possibilidades remotas no grid, e não querendo correr o risco de ficar fora da F1 por um ano, Alonso resolveu aceitar o contrato de dois anos com a Renault, mesmo só querendo acordo de um, e será companheiro de Nelsinho Piquet em 2008.