Na ânsia de manter a competitividade em alta, diminuir os custos e fazer da Fórmula 1 uma unanimidade cada vez mais presente entre os torcedores, uma comissão de chefes de equipe e dirigentes irá se reunir no final desta semana para discutir possíveis mudanças para 2004.
Uma das idéias centrais a ser discutida é a chance de o final de semana de corrida ser reduzido a apenas dois dias de competição, ao invés dos três atuais. A mudança já vem sendo especulada na imprensa por um tempo e muitos chefes de equipe se mostraram favoráveis.
O novo formato transformaria cada sexta-feira que antecede um Grande Prêmio em um dia livre de testes, e as sessões entre cada corrida seriam limitadas a 10 durante todo o ano, para todas as equipes. O sábado não sofreria alterações, mas ao invés de o treino classificatório definir o grid, seria apenas uma pré-sessão.
No domingo é que apareceria a grande alteração. Pela manhã aconteceria o treino que define o grid de largada, no mesmo formato deste ano, com uma única volta lançada por piloto, que entraria na pista na ordem inversa conquistada na pré-classificação do sábado. E a prova continuaria tendo largada para a tarde.
Mais um detalhe seria crucial para as montadoras, apenas um motor poderá ser usado por final de semana de corrida, aumentando a necessidade de confiabilidade dos mesmos.
Algo que não deve entrar na pauta de discussão é o formado da classificação. Os pilotos já aprovaram o novo sistema de volta única e concordam ser favorável para a Fórmula 1.
Esses regulamentos têm sido populares entre os chefes de equipe. Apenas uma escuderia se mostra irredutível contra a modificação: a Ferrari. A equipe não quer nem ouvir falar da redução do número de testes privados durante o ano – especialmente porque ela tem dois circuitos só dela (Fiorano e Mugello) e dois terceiros pilotos.
A reunião entre os dirigentes acontece na próxima quinta-feira.
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