Por Giovanni Romão
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) resolveu levar o caso de espionagem, que tem como principal acusada a equipe McLaren, a Corte de Apelações. O presidente da entidade, Max Mosley, tomou esta decisão depois que Luigi Macaluso, presidente da ACI-CSAI – Comissão Esportiva Automobilística Italiana -, divulgou uma carta de indignação pelo fato da entidade culpar a equipe McLaren, mas não aplicar uma punição. No documento o dirigente ainda alega que caso a Ferrari tivesse sido ouvida durante o conselho a decisão teria sido outra.
“Devido a importância da opinião pública, em conseqüência da decisão anterior, estou enviando o caso à Corte de Apelações, com o pedido de que Ferrari e McLaren, assim como qualquer outro competidor, possa se manifestar. Desta forma, se a primeira decisão for considerada apropriada, será mantida; Caso contrário, teremos outro veredicto”, divulgou Mosley em um comunicado.
O encontro entre McLaren e Ferrari, na Corte de Apelações da FIA, foi marcado para o final de agosto. “A decisão do presidente é sensível, já que entendeu todos os direito da Ferrari, como parte interessada, no julgamento, algo que não aconteceu na reunião do Conselho”, disse um assessor do time de Maranello.
A equipe de Woking lamentou a decisão, entendendo que isto aconteceu por uma pressão da Comissão Esportiva Automobilística Italiana, presidida por Luigi Macaluso, acreditando, no entanto, “que a Corte de Apelações também vai livrar a McLaren e vamos continuar nos concentrando no programa da temporada”.
Sou inocente
Em entrevista ao jornal italiano “la Repubblica”, nesta terça-feira, o ex-mecânico da Ferrari acusado de roubar e passar informações do time para a McLaren, Nigel Stepney, voltou a negar qualquer tipo de ato neste sentido. “Alguém passou estas informações, mas não fui eu”, garantiu.
“Não quero entregar ninguém, apesar de conhecer parte da história; Mas a equipe sabe tudo, sem dúvida”, disse Stepney.
Nigel é processado pela Ferrari na Itália e Inglaterra.