Por Giovanni Romão
O clima era de muita tensão nas últimas semanas, e todos os olhos estavam voltados para esta quinta-feira (25), quando o Conselho Mundial de Esporte da FIA se reuniria em Paris, na França, para dar um veredicto final sobre o envolvimento direto da McLaren dentro do caso de espionagem. Apesar de ter sido considerada culpada, a equipe inglesa não foi punida pela Federação Internacional de Automobilismo, que alegou não ter evidências claras de que o time de Woking tenha utilizado conceitos técnicos da Ferrari na construção do carro de 2007.
A audiência contou com a presença de 26 juízes, e os números da votação não foram revelados. “Entendemos que a McLaren tomou posse de dados da Ferrari, quebrando o Código Esportivo Internacional, em seu artigo 151c, mas não há evidências de que foram usados de algum jeito que interfira impropriamente no Mundial de F1”, dizia parte do comunicado enviado a imprensa. “Portanto, não impusemos uma punição”, complementava.
O comunicado oficial ainda deixou claro que o processo não será encerrado. “Se no futuro forem encontradas evidências de utilização do material da Ferrari por parte da McLaren, nos reservaremos ao direito de convidar a equipe novamente ao conselho, onde poderemos aplicar uma punição, excluindo-a do campeonato 2007 e também da competição de 2008”.
Os juízes do Conselho ainda irão ouvir as duas peças chave em todo o esquema de espionagem, Mike Coughlan – projetista da McLaren, que está afastado do cargo -, e Nigel Stepney – ex-funcionário da Ferrari e responsável pela liberação do dossiê -, que poderão até, ser “banidos do esporte a motor”. Os dois estão sendo levados a Alta Corte de Londres, em uma ação judicial movida pela Ferrari.
Além da presença de Ron Dennis, o evento contou ainda com a participação dos dois homens fortes do esporte a motor, Max Mosley, presidente da FIA, e Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1. Também estive no local o direto da Ferrari, Jean Todt.