Por Giovanni Romão
O domínio da Ferrari na primeira corrida da temporada, disputada em Melbourne, na Austrália, era claro e evidente. Tirando o problema de câmbio no carro de Felipe Massa, que foi obrigado a largar no fim do grid, Kimi Raikkonen não teve grandes problemas para cravar a pole position e vencer o GP dos cangurus. A partir da segunda corrida, na Malásia, o cenário começou a mudar; Fernando Alonso e Lewis Hamiton, apesar da pole de Massa, foram superiores na prova e cravaram a primeira dobradinha do time inglês no ano.
A melhor fase de Felipe Massa ainda estava por vir e começaria na etapa do Bahrain, terceira do ano. Largando na primeira colocação e mantendo a ponta na largada, o brasileiro conseguiu impor um bom ritmo durante toda prova, apesar de ser seguido de perto pelo novato inglês Hamilton, e faturou o primeiro grande troféu do ano.
O último capítulo feliz do time de Maranello seria em Barcelona, na Espanha, com mais uma pole e vitória de Felipe Massa, que encostava nos pilotos da McLaren no mundial, depois de um “chega pra lá” em Fernando Alonso na primeira curva, fazendo o espanhol comer grama “caseira”.
Porém, a partir do GP de Mônaco, quinta etapa do campeonato, o inferno astral da Ferrari começou. Foram três corridas, contando Monte Carlo, e as duas na América do Norte, Canadá e EUA, com domínio total da McLaren. O time de Woking garantiu três dobradinhas em treinos classificatórios e mais três em corridas, com destaque para o desempenho de Lewis Hamilton, que venceu duas quedas de braço com o companheiro Fernando Alonso, e agora ostenta o título de líder da temporada, com 58 pontos.
Apesar do momento não ser dos melhores, Felipe Massa prefere manter o pensamento positivo no retorno à Europa. “Os testes em Silverstone foram proveitosos e conseguimos grandes avanços. Acredito que poderemos ficar à frente da McLaren”, afirmou o brasileiro. “Está claro que o campeonato não acabou e nós nunca iremos desistir”, avisou.
Um pouco mais cauteloso com relação ao companheiro de equipe, mas também passando por uma fase mais conturbada, Kimi Raikkonen não demonstra tanto otimismo para o restante da temporada. “Melhoramos em alguns aspectos, mas precisamos esperar para ver se podemos superar, realmente, a McLaren”, disse o “homem de gelo”.
Obrigado a conviver com uma pedra no sapato, chamada Lewis Hamilton, o bicampeão mundial Fernando Alonso ainda mantém acesa a esperança de conquistar o terceiro título consecutivo. “Quero voltar a pista e estou realmente motivado para pilotar o MP4/22. É um carro muito rápido e espero conseguir o melhor rendimento”, declarou o espanhol, que tem o mesmo sentimento do companheiro de equipe. “Após os resultados no Canadá e Estados Unidos, é agradável voltar para casa, ver a família e os amigos. Meu objetivo é ganhar pontos para mim e para a equipe”, afirmou Hamilton.
Depois de sete corridas disputadas, quatro vitórias da McLaren e três da Ferrari, além do mundial apresentar quatro vencedores diferentes, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton, a temporada parece totalmente aberta e promete pegar fogo no calor europeu.