Por Giovanni Romão
Nesta quarta-feira (20) a Federação Internacional de Automobilismo divulgou os dados do forte acidente de Robert Kubica no GP de Montreal, no Canadá. O mais impressionante nos números levantados foi o fato do polonês ter agüentado uma força de 75 Gs, enquanto os pilotos estão acostumados a 5 Gs (freada) e 2 Gs (aceleração) durante uma corrida.
O piloto da BMW, depois de tocar a traseira da Toyota de Jarno Trulli e perder o bico de seu carro, bateu violentamente contra o muro, a 230 km/h. Três profissionais, Peter Wright, ex-engenheiro da Lótus, Andy Mellor e Hubert Gramling, estudaram os dados armazenados na caixa preta do carro de Kubica e elogiaram a segurança da categoria atualmente.
“Ficamos muito contentes com o comportamento do chassi e célula de resistência, que funcionaram muito bem em um acidente tão forte como este”, afirmou Willy Rampf, diretor técnico da BMW. “Sempre ficamos do lado da segurança e isso vale a pena”, completou.
Kubica sofreu apenas um entorse no tornozelo e apesar de não ter disputado do GP dos EUA deve estar de volta as pistas na próxima etapa da temporada em Magny-Cours, na França, no dia 1° de julho.