Por Giovanni Romão
O clima dentro da McLaren deixou de ser amistoso já faz algum tempo, mas tudo estava acobertado pela boa estrutura de Woking. No GP de Mônaco, no entanto, as coisas começaram a mudar, quando o inglês Lewis Hamilton passou a representar, claramente, uma ameaça para Fernando Alonso, levantando até uma possibilidade de jogo estratégico nas ruas do principado para assegurar o primeiro lugar do espanhol. A vitória do novato em Montreal foi o estopim de uma rivalidade ainda prematura.
Quem vibra com as confusões na casa dos adversários são os rivais. Apesar do time de Ron Dennis liderar o mundial de construtores e estar sustentando uma dobradinha no de pilotos, Felipe Massa, por exemplo, vê com bons olhos a troca de “farpas” entre os Alonso e Hamilton. “Temos que fazer o nosso, já que não sabemos o que está acontecendo no vizinho. Esta briga vai nos ajudar a partir do momento que eles começarem a errar”, afirmou o brasileiro.
Na entrevista coletiva em Indianápolis, onde chegou com 20 minutos de atraso, devido ao cancelamento de seu vôo, Lewis Hamilton fez declarações que podem marcar o início de uma grande disputa dentro e fora das pista, muito próxima da rivalidade entre Alain Prost e Ayrton Senna, na mesma equipe, no final dos anos 80. “Desde que Alonso chegou o time ficou mais forte e sempre tivemos tratamento igual”, disse Hamilton, mesmo sem saber das declarações de Alonso, que havia reclamado dia antes das preferências internas de Woking pelo novato. “Ele é bicampeão mundial, mas nunca foi desfiado; Pelo menos ninguém tão próximo como eu”, completou.
Mesmo Alonso tentando abafar o caso horas mais tarde, os ataques de Hamilton já haviam repercutido em todo Paddock. “Não estamos em Guerra Civil, mas apenas reclamei que não estava muito confortável dentro do time”, explicou o espanhol. “Porém, o comentário do Lewis não foi nada apropriado, já que tive bons companheiros de equipe e bons rivais, como (Kimi) Raikkonen e (Michael) Schumacher”, retrucou.
Mais um capítulo da batalha dentro da McLaren poderá ser vista neste final de semana em Indianápolis, nos EUA, onde será disputada a sétima etapa da temporada. O primeiro trecho do conflito começa às 11h, horário de Brasília, com o Treino Livre 1, que será transmitido ao vivo pela F1 Mania.