Depois de testes encorajadores em Jerez, Barcelona e Paul Ricard, Cristiano da Matta e a equipe Toyota cruzam o Atlântico para disputar a reta final do campeonato, a 15ª e penúltima etapa – o Grande Prêmio dos Estados Unidos, no famoso Indianapolis Motor Speedway.
Cristiano, campeão da CART no ano passado, e bastante experiente em corridas nos EUA, estranhamente nunca correu no oval de Indianápolis. Porém, o piloto está ansioso para voltar à terra onde obteve seu maior sucesso na carreira até agora. “Estou muito ansioso com o GP dos Estados Unidos, pois não corro lá desde meus dias de CART, e mesmo assim eu nunca pilotei no IMS. É claro, já o vi muitas vezes na TV, mas minha estréia acontecerá na sexta de manhã”, diz Da Matta.
Apesar de não conhecer a pista de dentro, o mineiro não tem medo do desafio. “Não acho que será difícil aprender a pista mista da F1, pois há apenas a grande reta e a combinação de curvas lentas do setor interno”, afirma. “No papel, parece que será muito mais um desafio de acertar o carro para se apresentar bem tanto na reta quanto na seção lenta. O que quer que aconteça, tenho certeza que será um fim de semana bem agradável.”
Se há alguém cuja experiência Cristiano pode confiar, este alguém é Olivier Panis. O companheiro de Cristiano compartilha de sua opinião: “O IMS é um dos locais de esporte a motor mais famosos do mundo, e proporciona um clima especial durante o fim de semana. A pista em si requer um equilíbrio cuidadoso nos níveis de pressão aerodinâmica, para podermos ir rápido o bastante na reta dos boxes e ser competitivos o suficiente no setor interno, mais lento e sinuoso”, diz o francês.
“Espero que o ótimo trabalho que conduzimos em Barcelona, Jerez e Paul Ricard nos coloque em boa forma para o GP dos Estados Unidos”, diz o confiante chefe da equipe Toyota, Ove Andersson, referindo-se aos testes da última semana. “Nossos colegas já conseguiram uma dobradinha aqui nas 500 Milhas na primeira tentativa, e apesar de não estarmos ainda em condições de vencer a corrida aqui, nós estaremos com os mesmos objetivos de sempre: uma posição entre os 10 no grid e dali chegar aos pontos.”
O circuito de Indianápolis
A Toyota já se deu muito bem nesta pista, conseguindo uma dobradinha na famosa prova das 500 Milhas em Maio último, com Gil de Ferran e Hélio Castroneves pela equipe Penske. O circuito da F1 engloba parte do circuito oval de alta velocidade – a reta dos boxes e a curva 1 – e um setor sinuoso e cheio de curvas lentas na parte de dentro do oval. Essas duas características acabam por ser o maior desafio para as equipes e pilotos: encontrar o acerto ideal dos carros, incluindo níveis de pressão aerodinâmica ideais para cada setor durante a volta. Com quase um quilômetro de extensão, a última curva, inclinada, e a reta dos boxes se juntam para produzir a maior reta do calendário da F1.