Por Giovanni Romão
Sete vezes campeão do mundo, 91 vitórias, 1.369 pontos, 68 poles, 155 pódios e 76 voltas mais rápidas. Estes são os números que ficam da carreira de Michael Schumacher, um dos maiores pilotos de todos os tempos na história da Fórmula 1.
No dia 22 de outubro, o mundo da velocidade despediu-se do heptacampeão. Interlagos foi o palco da última apresentação do “alemão queixudo” nas pistas da categoria máxima do automobilismo mundial.
Em uma carreira marcada por glórias, mas também por momentos controversos, como o toque em Damon Hill em 1994, o “chega pra lá” em Villeneuve, 1997, e no ano de despedida, o carro atravessado de maneira proposital nas ruas de Mônaco para prejudicar Alonso.
Muitas vezes fechado e arredio com a imprensa, Schumacher soube fazer de seus 16 anos na F1 talvez os mais felizes de sua vida. Foram dois títulos pela antiga Benetton, e cinco pela Ferrari, equipe pela qual declarou paixão, e onde acelerou durante dez anos.
O adeus oficial não poderia ter sido em outro lugar, se não na casa da Ferrari, na Itália, após vencer o GP de Monza. Na coletiva de imprensa, com a voz embargada, o alemão anunciou o ponto final em uma carreira marcada por conquistas, tropeços, e momentos que ficarão reservados na história.
