Depois do pódio da Malásia, a Honda Racing F1 Team vai para a Austrália para a terceira rodada do campeonato mundial de Fórmula 1, neste fim de semana.
Tradicionalmente a primeira prova da temporada, neste ano a corrida de Melbourne foi deslocada para mais tarde, porque a cidade foi a sede de uma edição muito bem-sucedida dos Commonwealth Games.
Albert Park tem sido usado para o Grande Prêmio da Austrália desde 1953, quando a prova não fazia parte do mundial, sendo que as corridas regulares de GP voltaram à capital esportiva da Austrália em 1996. O circuito está extraordinariamente inalterado, ainda serpenteando ao redor do lago do parque, mas agora em sentido horário, com a pista antiga passando por trás da área dos boxes.
Albert Park é um circuito que exige muita pressão aerodinâmica, sendo também bastante apreciado pelos pilotos. A admirável pista de 5,303 km tem uma combinação de retas curtas e curvas lentas e de média velocidade, que exige do acerto do carro um bom equilíbrio entre boa tração e estabilidade nas freadas e eficiência aerodinâmica.
O circuito usa ruas de Albert Park como base do seu layout, de forma que a pista normalmente está bastante suja quando os carros começam a andar, na sexta. Mas ela limpa rapidamente, e os tempos de volta caem à medida que as curvas são emborrachadas. A superfície lisa não preocupa em termos do desgaste de pneus, mas sim em como fazê-los trabalhar de forma eficiente nela.
“Melbourne promete ser uma prova bem diferente das duas primeiras corridas. Não apenas por ser um circuito temporário, mas também pelo clima, que deve ser mais ameno”, afirma Gil de Ferran, diretor esportivo. “Embora tenhamos sido bastante competitivos até agora, estamos nos concentrando em melhorar continuamente, e esperamos que o trabalho que fizemos nas últimas semanas renda seus frutos. Além disso, o Grande Prêmio da Austrália continua sendo uma das provas favoritas do campeonato, pois a combinação entre a cidade, os fãs e a ação na pista cria uma experiência inesquecível.”
“Melbourne será um desafio novo, depois do calor e da umidade das duas primeiras corridas”, acrescenta Shuhei Nakamoto, diretor de engenharia da Honda Racing F1 Team. “Em termos de motor temos diversas melhorias aguardando na fila, que serão incorporadas ao longo das próximas corridas”.