Barrichello: “Malásia terá várias questões”

Depois de uma grande pilotagem subindo do 11º para o segundo lugar na Austrália, Rubens Barrichello voltou a São Paulo para alguns dias de preparação antes do GP da Malásia, neste domingo em Sepang.

“Aproveitei o final de semana em Melbourne imensamente”, lembrou o piloto da Scuderia Ferrari Marlboro. “Antes de chegarmos lá, sabíamos que nosso carro velho seguia competitivo, mas não no nível do ano passado, especialmente porque Renault e McLaren fizeram um grande avanço. Nós sempre fomos bem na Austrália e eu estava confiante. Então, a chuva na primeira classificação colocou tudo no ar. Tirando alguns problemas no freio, fiz uma grande corrida, forçando da largada até o final com pneus funcionando muito bem e conseguindo controlar minha falha nos freios perfeitamente.”

Com 12 temporadas completas de F-1 sobre seu cockpit, o brasileiro vê várias mudanças na forma como o esporte segue em andamento. Ele admite que ficou surpreso com algumas regras de 2005. “Me preparei para o novo formato do final de semana, mas uns itens me pegaram”, admitiu. “Na segunda classificação, por exemplo, eu esperava ver meu atual tempo de volta, para depois ter o tempo agregado e a posição. Começando com meu tempo anterior, eu achei pouco comum a forma de enxergar a volta dos outros. O sentimento da corrida em si foi o mesmo de antes. Mas na minha cabeça, eu pensei o quando eu poderia forçar com apenas um jogo de pneus.”

“Não tive tempo de relaxar, já que Alonso me pressionou no final. Acho que lidei muito bem com a situação, pois sabia que não é fácil ultrapassar, mesmo ele sendo décimos de segundo mais rápido do que eu por volta.”

Na conferência de imprensa depois da corrida, Barrichello mencionou ocasionais dificuldades ao colocar voltas em alguns retardatários novatos. O brasileiro acha que isso não é um sério problema. “Você precisa considerar que no caso como o de (piloto da Jordan) Monteiro, ele veio da CART, ele usa diferentes regras. Neste tipo de corrida você se beneficia ao ‘segurar’ os líderes. Mas na Fórmula 1 as regras são diferentes. Entre os pilotos nós concordamos que, se mostram a bandeira azul para você, é necessário abrir passagem ao piloto mais rápido em até três curvas. Esses caras precisam de tempo para aprender, especialmente porque há uma grande diferença de velocidade entre nossos carros e os que são mais lentos.”

Com Michael Schumacher não somando pontos na etapa de abertura, Barrichello teve um início melhor do que o companheiro. Mas Rubens não considera isso importante. “Tenho trabalhado duro para brigar pelo título todo o tempo e não penso apenas em bater Michael. Tenho todos os ingredientes que preciso para obter sucesso. Largar em 11º e chegar em segundo na Austrália foi um grande resultado, especialmente por somar pontos com o carro antigo.”

Depois de treinar em um calor de 36 graus em São Paulo, chegou a Kuala Lumpur na segunda-feira intrigado com o que deve ocorrer no segundo GP da temporada. “Em Sepang vamos ver realmente como os carros se comportarão. Este será um verdadeiro teste. Eu tenho uma certa milhagem no meu motor e preciso ver o que vai acontecer. Isso é desconhecido para nós. Terei um bom ritmo? Há várias questões que precisam de respostas, mas vou curtir a experiência: pneus, pilotos e motores precisarão durar até a última curva. O motor de Michael tem uma quilometragem menor do que o meu, por isso ele poderá completar mais voltas nos treinos livres. Mas nós operamos como uma equipe na Ferrari e isso é bom para mim também. Ao longo do ano, controlar a situação com o meu motor e de Michael com a mesma quantidade de uso será uma situação interessante. Temos de ver como será em uma pista nova, como a da Turquia, em que precisaremos aprender o traçado.”

Depois do GP da Austrália de 2004, Barrichello voltou a Europa para fazer testes, mas neste ano ele se concentrou apenas no programa próprio. “Nós temos dois caras muito bons, Luca Badoer e Marc Gené, testando para nós e isso é importante para que Michael e eu possamos dar uma parada. Será um longo Mundial. Mas depois da Malásia nós vamos voltar ao regime normal de testes. Estou ansioso para colocar as mãos no carro novo.”



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