Tiago Monteiro quer terminar as corridas

Apesar de terem corrido bem, os testes realizados com o novo Jordan EJ15 Toyota foram escassos, e o piloto português Tiago Monteiro não teve a possibilidade de fazer o número de quilometros suficientes para estar completamente confiante nas primeiras provas. Mesmo se os problemas técnicos não foram de grande escala, sempre contribuíram para a perda de uma parte do programa de adaptação que Monteiro necessitava de ter feito com maior intensidade.

“Vai ser a minha primeira corrida na F1, uma nova página na minha vida esportiva e pessoal que sempre desejava alcançar, por isso tenho de me concentrar e deixar de lado as emoções. A Formula 1 está diferente este ano, e todos estão na expectativa para ver os resultados dos novos regulamentos na prática. Também a equipe Jordan não é igual à da época anterior e estamos curiosos para verificar o nosso posicionamento no pelotão”, referiu o piloto apoiado pela Galp Energia.

As três primeiras corridas que serão disputadas na Austrália, Malásia e Bahrain serão uma verdadeira surpresa para Tiago Monteiro, que tem como objetivo terminar as provas, para com isso ganhar a maior experiência possível. Já se sabe todavia, que o piloto se empenhará ao máximo, como é seu costume, e deverá adaptar-se às reações do Jordan EJ15 Toyota e aos pneus Bridgestone com o tempo quente, uma novidade, já que os testes que realizou em Inglaterra e na Catalunha foram todos realizados com temperaturas da pista abaixo dos 5 graus.

Fisicamente muito bem preparado para aguentar uma corrida de F1, mesmo que esta seja realizada com bastante calor, o piloto português vai para Melbourne consciente que na sua prova de estréia na categoria interessa cumprir os objetivos da equipe e não empolgar as expectativas relativas à um resultado. Os pneus, que este ano têm de durar a corrida inteira (não podem ser trocados durante a corrida) desempenham um papel importante, e a forma como os pilotos os vão pilotar pode ser um quebra-cabeça e tornar os finais de corrida algo confuso.

A equipe Jordan Grand Prix está em ano de transição, havendo algumas alterações importantes na formação, quer ao nível técnico, quer humano. O mais importante é o fato de disporem dos motores Toyota V10 RVX-05, que parecem potentes e confiáveis (com as novas regras têm de ser utilizados em duas corridas), versão diferente dos utilizados pela equipe Toyota somente no que respeita à gestão eletrônica.

“No que é de respeito à qualificação, é uma forma original de se encontrar o posicionamento no grid de largada, ao levarem em conta a soma dos tempos que fizermos nas duas sessões, o que poderá ser um pouco confuso, especialmente para o público. Como para mim é tudo novidade, é só trabalhar com a equipe para fazer o melhor que estiver ao nosso alcance. Sabendo-se já que na segunda sessão de qualificação, que se disputa na manhã de domingo, já temos que ir com o combustível (peso) que decidirmos utilizar conforme a estratégia de duas ou três paradas na corrida. Este ano nos pit-stop só podemos reabastecer, e aproveitar esses breves segundos para corrigir um ou outro pequeno ajuste aerodinâmico. Troca de pneus só é permitido se um estiver furado.”

“Para a corrida e face ao regulamento dos pneus, temos de encontrar um ajuste do chassis e da suspensão muito equilibrada, para esforçar o menos possível os pneus. Obrigará da minha parte uma condução muito cuidadosa, o mais limpa possível e uma atenção especial para não abusar nas travagens onde se torna fácil bloquear e estragar os pneus. Os sistemas eletrônicas são feitos para ajudar o carro a ser ainda mais rápido e não para ajudar o piloto. Somos só três as equipes com Bridgestone, a Ferrari, a Jordan e a Minardi, contra sete da Michelin, mas estou na expectativa de ver qual é o comportamento no calor, já que só tivemos oportunidade de testar com tempo muito frio, onde a Michelin teve uma grande vantagem.”

“A pista de Albert Park é citadina, com 5,3 quilómetros com poucas áreas de escape e com muros, fazendo-me lembrar muitas corridas que fiz na Champ Car. Segundo sei, há uma enorme paixão pela Formula 1 e o grande prêmio atrai muitos espectadores, fazendo dos três dias uma grande festa. Desde que cheguei, não tenho parado e a imprensa tem estado muito interessada!”



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