Poucos fatos novos ainda podem ser revelados sobre o piloto Ayrton Senna, que deixou um importante legado e muitas saudades para os fãs da Fórmula-1 no Brasil e no mundo. Mas uma nova forma de resgatar sua vida e obra é o destaque do projeto “Arte para Senna”, que reunirá obras do artista plástico Paulo Solaris – que ganhou projeção ao retratar o meio automobilístico a partir da década de 90.
A exposição dos 30 quadros inéditos acontecerá no restaurante-galeria Canvas Bar & Grill, do Hilton São Paulo Morumbi (av. Nações Unidas, 12.901, Brooklin), a partir do próximo dia 19 de outubro, terça-feira, na semana em que São Paulo recebe o Grande Prêmio Brasil de F-1. No mesmo dia, será lançado o livro contendo as peças que estarão em exposição e também o conjunto de obras que Solaris fez sobre o tricampeão em toda a sua carreira.
Os dois projetos são apoiados pelo Instituto Ayrton Senna. O livro, licenciado pelo IAS, terá parte do seu valor de venda destinado aos projetos sociais apoiados pelo Instituto, que atende quase quatro milhões de crianças em mais de 460 municípios nos seus 10 anos de atuação.
“Minha idéia com este projeto é fechar um ciclo. Quis retratar em minhas obras toda a essência dos valores do Ayrton, que é o verdadeiro legado da carreira dele, muito mais significativo do que qualquer recorde ou vitória na pista”, conta Solaris, de 52 anos. A curadoria da exposição é de Sandra Setti.
Os quadros estão divididos em três temáticas, diferenciados pelas seguintes cores: vermelho, amarelo e azul. Cada cor representará um conjunto de valores de Senna. O vermelho, garra e determinação. O amarelo, a motivação e a alegria de viver. O azul, a justiça e o despertar da consciência.
O artista é um apaixonado por velocidade desde os cinco anos de idade, quando foi pela primeira vez ao autódromo de Interlagos, que recebia as famosas “carreteras”, entre elas a do argentino Juan Manuel Fangio.
Apesar do gosto pelas corridas, Solaris só começou a se dedicar ao automobilismo como artista em 1992. Antes disso, no entanto, passou por outra vivência ligada a velocidade: foi piloto de motociclismo em sua juventude.
“Sempre acompanhei de perto o mundo das corridas, mas minha primeira obra retratando este universo nasceu por acaso. Queria dar um presente para meu irmão e recebi uma sugestão para que pintasse um quadro sobre Fórmula-1”, relembra Solaris.
Desde então, o artista produziu centenas de obras retratando o automobilismo. O destaque, no entanto, foi mesmo para Ayrton Senna, sua maior fonte de inspiração, que está focado em mais de 150 obras, incluindo o quadro que ainda hoje decora a sala de Ayrton Senna no IAS.
O livro de Paulo Solaris, também chamado “Arte para Senna”, reunirá todo este conjunto de obras sobre o tricampeão. Lançado pela editora PubliHaus, ele custará R$ 80 e estará à venda nas principais livrarias do Brasil.
“Paulo Solaris resgata os valores do Ayrton em suas pinturas de traços soltos, sem esboço, ágeis como se estivesse pilotando um F1. A altíssima qualidade das obras de Solaris sobre o tema é a garantia do ineditismo deste projeto” afirma Rodrigo Silveira, diretor de marketing do IAS.
Editado em dois idiomas (português e inglês), o livro reunirá de forma cronológica o que de melhor Solaris criou sobre o ídolo.
“A intenção desse livro é eternizar a arte de Ayrton Senna, vista através da ótica de outro artista. É um livro único e diferenciado, que visa satisfazer desde os fãs de Senna e do automobilismo até os apreciadores e conhecedores das artes”, afirma Paulo Roberto Bettio, diretor geral da Editora PubliHaus.
Sobre a obra de Paulo Solaris:
“Durante seu processo criativo, o artista passou por fases dentro de seu estilo figurativo-abstrato. Ao longo de 10 anos, ele modificou sutil, gradual e lentamente a composição, fragmentando as formas, mas se mantendo fiel à sua temática. Com uma tênue imersão no universo geométrico, o resultado hoje atinge e retrata uma plenitude de sintonia subjetiva entre o concreto da arte sedimentada na pintura, e o abstrato dos valores retratados nela”
(Sandra Setti, curadora da exposição “Arte para Senna”)