Se depender da habilidade e velocidade dos condutores dos carros de intervenção rápida, o piloto que sofrer um acidente durante o 33º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 poderá contar com um atendimento imediato e eficiente. Encarregado da escolha dos nomes que auxiliarão no esquema médico-hospitalar do evento, o diretor de prova Carlos Montagner recorreu a astros das mais importantes categorias do automobilismo nacional. São eles Antonio Jorge Neto e Luís Carreira Jr. (Stock Car V8), Vicente Siciliano (Stock Car Light), Nelson Silva Jr. (Copa Clio), que trabalharão nos veículos de intervenção rápida, e George Altmann (Fórmula Renault) e Amadeu Rodrigues (Endurance), nos carros de extração.
Comandados pelo diretor médico Dino Altmann, os carros de intervenção rápida chegam ao local do acidente logo depois do “medical car”, liderado pelo médico-chefe Sid Watkins. Levam, além do piloto, dois médicos e um bombeiro. Completam o esquema desse primeiro atendimento os carros de extração, que têm a bordo dois médicos e quatro bombeiros, e as ambulâncias distribuídas ao longo do circuito. A opção por pilotos de competição faz parte da estratégia de profissionalizar ao máximo o sistema de atendimento. “Todos conhecem muito bem a pista e até mesmo os atalhos de Interlagos. São também uma garantia de uma cobertura rápida e segura”, explica Montagner.
Os pontos onde os carros de intervenção rápida ficarão estacionados estão definidos: no posto 8, na área do Laranjinha, uma das curvas mais desafiadoras de Interlagos; o setor 5, no final da reta oposta, onde os pilotos são obrigados a uma freada fortíssima; posto 7, perto da subida do Lago; e posto 16, sobre o Bico de Pato e na entrada da reta dos boxes. O “medical car” ficará no posto 2, logo após a área de escape da primeira perna do Esse do Senna.
O esquema será colocado à prova no próximo dia 12 de outubro, quando a organização do evento participará de uma simulação de todas as operações em Interlagos. Dos brasileiros que correrão o GP do Brasil, Felipe Massa já trabalhou como piloto de carro de intervenção rápida em 2001, quando ainda nem havia iniciado a vitoriosa temporada na Fórmula 3000 européia. No ano seguinte, disputou a prova como piloto da Sauber.
Apesar do calor esperado para a época da corrida, os pilotos dos carros de intervenção rápida não passarão sufoco. Por determinação de Montagner, os carros ficarão obrigatoriamente com o motor e o ar condicionado ligados durante as voltas iniciais. “São os momentos potencialmente mais perigosos em termos de acidente”, justifica. “Além de mais confortável para os pilotos, é uma garantia de que os carros estarão funcionando quando convocados.”