Pol Espargaró visa retorno à MotoGP na Itália: “farei exames semana que vem”

Fora desde a sexta-feira da etapa inaugural da temporada de 2023, em Portugal, o espanhol Pol Espargaró crê que possa retornar à MotoGP na próxima etapa, em Mugello em 11 de junho. Com contusões no pulmão, costas, mandíbula e vértebra, ele encara um grande processo de recuperação para o GP da Itália.

“A previsão é voltar o mais rápido possível. E não sei quando será. Será quando os médicos me derem o ok. Na próxima semana farei um check-up para ver o que mais preocupa os médicos e a mim para subir na moto, que é uma fratura em uma vértebra, que ficou um pouco achatada e isso deixa um pouco mais de risco caso haja outra queda ou um impacto mais forte”.

“Depois da revisão, os médicos vão me dizer como está. E se me deixarem correr em Mugello, irei para Mugello. Se não, terei que pular esta corrida e voltar na próxima em Sachsenring, ou na outra em Assen. Não sei, vai depender. Mas quero muito voltar, e a equipe também. Quero voltar mais do que nunca, assistir as corridas de casa é algo muito difícil, e ainda mais vendo que a moto funciona”.

“Os pilotos que estão na mesma fábrica estão conseguindo resultados muito bons. Até o Augusto Fernández, meu companheiro de equipe, foi quarto em Le Mans. Então, o nível da fábrica está muito alto e estou realmente ansioso para entrar na festa.”

Espargaró também fez um balanço do que viveu na recuperação e afirmou que chegou a temer pela sua vida.

“Principalmente nos primeiros dias, quando esteve na UTI. Estive lá por quatro dias. Eles me trataram bem, eu não poderia estar mais grato para o hospital. Eu estava muito sedado, você pode não estar muito ciente, mas aqueles que estão ao seu lado sofrem: minha esposa, minha família, Aleix…”.

“Agora faço o máximo de horas possível de reabilitação. Se eu tivesse 45 horas no dia, usaria todas. De manhã faço todas as sessões de ginástica, depois como, e depois começo todo o processo de reabilitação. Tenho 4 ou 5 máquinas em casa, e passo meia hora ou 45 minutos em cada uma delas. Agora estou com uma máquina hiperbárica, na qual faço sessões de duas horas”.