A MotoGP deu mais um passo rumo ao início da temporada 2026 com o encerramento do segundo dia do Shakedown Test em Sepang. Em condições bem diferentes do primeiro dia, com temperaturas mais altas e umidade elevada, as equipes aproveitaram ao máximo o tempo de pista reservado a pilotos de teste, estreantes e fabricantes com concessões. O cenário favoreceu voltas rápidas e um volume importante de dados, em um momento-chave da preparação.
O grande destaque do dia foi Jack Miller. O australiano da Prima Pramac Yamaha MotoGP liderou a tabela de tempos ao cravar 1min57s908, entrando pela primeira vez na casa de 1min57s neste shakedown. O registro foi quase um segundo mais rápido do que a melhor marca do segundo dia do shakedown de 2025, um sinal encorajador para a Yamaha neste início de ciclo. O desempenho reforça a evolução do projeto com motor V4, que segue em fase intensa de desenvolvimento.
A Yamaha também chamou atenção com a estreia oficial de Fabio Quartararo em 2026. O campeão mundial de 2021 mostrou adaptação imediata e colocou suas motos entre as mais rápidas do dia, fechando no grupo da frente. Seu companheiro de equipe, Alex Rins, apareceu um pouco mais atrás, mas igualmente próximo em ritmo, confirmando um dia sólido para a fabricante japonesa.
Ainda no box da Yamaha, o estreante Toprak Razgatlioglu deu mais um passo importante em sua adaptação à MotoGP. O turco melhorou seu tempo do primeiro dia em cerca de sete décimos, ganhando confiança com o novo conjunto, os pneus Michelin e o traçado de Sepang. Já os pilotos de teste Augusto Fernandez e Andrea Dovizioso dividiram o trabalho de desenvolvimento e chegaram a uma melhor volta combinada de 1min59s351.
A KTM voltou a ser competitiva e colocou Pol Espargaro na segunda posição, apenas 0s025 atrás de Miller. Dani Pedrosa seguiu acumulando quilometragem ao longo da tarde, completando 47 voltas e mantendo duas motos RC16 entre as dez mais rápidas do dia. Mika Kallio também esteve em ação, focado em testes específicos.
Pela Honda, Aleix Espargaro foi o mais rápido da marca, com 1min58s066, ficando muito próximo do segundo colocado. Apesar de enfrentar um problema técnico pontual, o espanhol destacou o caráter experimental do shakedown. Diogo Moreira seguiu evoluindo, cortou quase um segundo em relação ao primeiro dia e passou a girar na casa de 1min59s.
Na Ducati, Michele Pirro manteve um ritmo consistente. O italiano completou 46 voltas e marcou 1min59s155, reduzindo significativamente sua diferença em relação ao líder e melhorando sua própria marca do Dia 1. Já a Aprilia teve Lorenzo Savadori como o piloto mais ativo, trabalhando principalmente com as motos da Trackhouse e ajudando a definir a base técnica que será usada em 2026.
Com três fabricantes diferentes nas três primeiras posições e diferenças mínimas entre eles, o Dia 2 reforçou a competitividade do shakedown em Sepang. Resta agora mais um dia de atividades antes da chegada dos pilotos titulares, que darão sequência à preparação para a temporada.
