Em um período complicado, o chefe da Yamaha – Lin Jarvis – assegurou que a marca japonesa seguirá na MotoGP nos próximos anos. A fala vem em meio a rumores de que a fabricante, sem um time satélite e em crise, poderia pensar em abandonar o campeonato em breve.
“Tenho acompanhado essas especulações na mídia nos últimos dias”, disse o CEO da Yamaha à Speedweek.
“Elas estão surgindo em todos os lugares. Muitas pessoas estão colocando essas questões na mesa. Não há como negar que Yamaha e Honda estão com dificuldade agora na MotoGP. Há 16 motos de fabricantes europeus no campeonato, mas apenas seis de Japão. As duas marcas têm que lutar contra seus rivais europeus quando se trata de desempenho. É compreensível que essas considerações surjam neste momento.”
“Não posso falar pela Honda, mas posso assegurar que não vejo ou sinto qualquer falta de empenho na Yamaha, e isso vai desde a gestão de topo até à base,” continuou.
Todos os cinco fabricantes atualmente competindo na MotoGP estão comprometidos até 2026. Porém, a surpreendente retirada da Suzuki no final de 2022, apesar da marca japonesa estar apenas no primeiro ano de um contrato de cinco temporadas, segue como uma sombra.
Lin Jarvis diz que o presidente da Yamaha Motor Japan, Yoshihiro Hidaka, e o diretor da Yamaha Europa, Éric de Seynes, estiveram presentes no paddock de Jerez e garante que percebeu apoio “muito enérgico”.
“Eles reconhecem o que as corridas fizeram pela marca Yamaha no passado e o que continuarão a fazer pela nossa imagem no futuro. Eles puderam viver, ver e experimentar de perto o nosso nível atual.”
“Não vejo nenhuma indicação de que a Yamaha vai se retirar da MotoGP. Não acredito nisso. Ao mesmo tempo, você tem que ser muito realista. Se você olhar para a situação com a Suzuki há um ano, eles não viam. Também não vejo isso acontecer. Mas, pessoalmente, não tenho dúvidas. Vamos esperar que continue assim.”
