Bagnaia e Viñales fazem as pazes após acidente: “não há sentido em brigar”

Um dos pontos altos do GP da França de MotoGP do último domingo foi o acidente entre Francesco Bagnaia e Maverick Viñales. O espanhol da Aprilia tentou uma ultrapassagem sobre o italiano da Ducati, mas espalhou e quanto Pecco tentou o troco, os dois se tocaram e caíram. Ainda na caixa de brita, ambos chegaram a se empurrar.

Entretanto, após conversarem sobre o incidente, os dois fizeram as pazes e consideraram o toque como uma ação normal e infeliz de corrida.

“Do meu ponto de vista, ele me ultrapassou de forma muito limpa, mas espalhou um pouco. Eu estava por dentro, na minha linha e quando ele voltou, ele apenas tentou fazer sua linha normal. Mas eu estava lá”, disse Bagnaia, que viu uma vantagem de 22 pontos no mundial virar de apenas um.

“Talvez eu pudesse parar de acelerar ali. Ou talvez ele tivesse que considerar que eu estava lá. Foram circunstâncias infelizes e uma coisa que me faz sorrir é que isso aconteceu com dois dos pilotos mais limpos do grid. Então pode acontecer com todo mundo.”

“Não zangado com Maverick. Não gostei da reação. Ele foi um pouco agressivo demais depois do acidente, mas quando você tem a tensão, a adrenalina, pode acontecer. Quando você é acertado por um piloto fica mais bravo porque sente que outro piloto arruinou sua corrida. Eu considero isso como circunstâncias infelizes. Um incidente de corrida, então não estou bravo com ele.”

“Estive com os comissários antes e pedi para chamar Maverick porque acho que temos que melhorar nisso e temos que falar com os dois pilotos juntos que cometeram os erros. Eles têm que falar um com o outro para compartilhar pontos de vista. Como eu esperava, no início eu e ele estávamos com pontos de vistas opostos. Mas quando terminamos a reunião, estávamos no mesmo ponto de vista. Então isso é algo que tem que acontecer sempre“.

Falando sobre o confronto físico dos dois na caixa de brita, Viñales resumiu: “emoções, a adrenalina. Fiquei especialmente zangado porque tinha potencial para vencer a corrida, por isso fiquei muito chateado. Eu estava com muita raiva dele”.

“Mas depois seguimos em frente, apertamos as mãos. Sabemos que isso é corrida e você precisa ter respeito entre os pilotos.”

“Passei ele de maneira limpa, e aí meu ponto de vista é que ele poderia deixar um pouco mais de espaço nessa mudança de direção. Mas é uma pena porque nós dois saímos com zero em um fim de semana em que estávamos muito rápidos e talvez na corrida fôssemos os mais rápidos”.

“Eu não sabia onde Bagnaia estava. Acho que ele conseguiu me ver um pouco quando mudou de direção. Mas é sempre complicado. Você tem muitos pontos de vista e acho que os comissários precisam decidir.”

“No final, para mim, é um incidente de corrida, nada mais do que isso. Já conversei com os comissários. Conversei também com Pecco. Demos nossos pontos de vista e no final precisamos ter respeito pelos outros pilotos. Pecco e eu estamos entre os mais limpos nas linhas de corrida e não havia sentido em brigar.”