Prefeitura confirma GP do Rio de Janeiro de moto

Após mais de quatro meses de atrasos, marcados por pressões da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), o GP do Rio de Janeiro foi confirmado pela Prefeitura da cidade. O prefeito Cesar Maia oficializou nesta semana o contrato que prevê a liberação de US$ 3 milhões para a etapa brasileira do Mundial de Motovelocidade, que será realizada no dia 4 de julho, no Autódromo de Jacarepaguá.

O prazo para assinatura expirou no dia 30 de novembro de 2003 e, desde então, a data estava em aberto. Segundo o presidente da Vadam ¿ empresa que detém os direitos da corrida ¿, Moacir Galo, a FIM não cortou o Brasil do calendário devido à credibilidade do evento, que neste ano chegará à sua 10ª edição. Para o ano que vem, no entanto, o atraso pesará para a tirada do Brasil, já que China, Emirados Árabes e Bahrein estão na luta para receber uma etapa do Mundial.

“Certamente alguns países serão cortados. As incertezas deixam as entidades à vontade para mudar a corrida de lugar”, disse Galo.

Outra preocupação é o fato de o autódromo entrar em obras por conta do Pan-Americano de 2007. Segundo Galo, caberá à prefeitura exigir da construtora responsável um plano de obras para conciliar os prazos em 2005. Neste ano, a data mudou de setembro para julho a fim de não prejudicar as obras.

“A corrida é um dos eventos que promove a cidade. Não existe cidade substituta. Se o Rio perder, dificilmente conseguirá recuperar”.

A maior preocupação dos organizadores do GP do Rio é em relação às obras de segurança. A prefeitura terá de correr contra o tempo para que todas as exigências da FIM sejam cumpridas. Após a morte de Daijiro Kato, em Suzuka -2003, nenhum autódromo pode receber uma corrida sem a homologação da Comissão de Segurança da FIM.

Como as obras ainda não começaram, Moacir Galo conseguiu prorrogar a data limite de algumas delas em alguns dias e outras para 2005, quando o Autódromo passará por grandes obras para o Pan-2007.

No dia 4 de maio, o presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo, Lincon Duarte, inspecionará o circuito. Outra vistoria será feita pelo belga Claudes Danis, inspetor de segurança da FIM, no dia 20 de maio. Caso as obras não sejam realizadas, a prova será cancelada. Em 1998, o evento foi cancelado porque a FIM não aprovou o asfalto do autódromo.