Colin Edwards: “Não fiquem surpreendidos se for Campeão do Mundo”

Ninguém pode acusar Colin Edwards de falta de confiança ou de não acreditar em si próprio. Depois de duas temporadas consecutivas a sagrar-se Campeão do Mundo de Superbike com a Honda e após uma estreia de fogo em MotoGP com a Aprilia, Edwards regressa agora à marca nipónica para lutar pela glória na categoria rainha. O MotoGP.com recolheu algumas palavras do piloto de 29 anos e descobriu que ele rapidamente regressará às vitórias.

P: Estás de volta aos testes e a preparas-te para a temporada de 2004 com a Honda, mas antes disso, como é que correram as férias?

CE: De momento ainda estou no meio das minhas férias. Pensei que apanhar algum ar das montanhas nos Estados Unidos me ia ajudar nos testes da Malásia, mas a verdade é que não ajudou muito! Mantive-me activo durante o Inverno, mas apesar disso preciso de fazer algum motocross e de treinar a sério.

P: Será que as pessoas podem esperar grandes resultados teus em 2004 agora que voltaste à Honda?

CE: Claro que sim, eu não esperaria outra coisa. A HRC tem uma maneira própria de ditar as regras e qual o equipamento atribuído a cada um.

Por isso, na minha opinião, a não ser que alguém consiga fazer um desenvolvimento de monta, todos estaremos competitivos.

P: No teu entender quem é que vai receber o melhor equipamento este ano?

CE: Sei que não sou eu! Para ser franco não sabemos e teremos de esperar para ver. É óbvio que a Repsol terá o melhor material no início e depois deverá liderar a partir daí.

P: O que pensas do acordo da Yamaha com o Rossi?

CE: Creio que é espectacular. Ele é o piloto que o desporto e a Yamaha precisam. Houve sempre grandes argumentos em relação a quem seria o melhor, se a Honda se o Rossi e a separação dos dois é a melhor forma de ver quem realmente é melhor. Admiro-o tanto pelo que ele alcançou em pista como pelo que ele fez, pois não fácil estar no topo e voltar a começar do zero. Vai ser interessante.

P: Quais são os aspectos da moto em que estás a trabalhar para chegares às vitórias logo no primeiro GP?

CE: O mais importante agora é resolver algumas imperfeições da embraiagem. Sinto que estou a perder meio segundo por volta, se não mais, por falhar as curvas. É algo em que vou ter de trabalhar, além de precisar de ajuda por parte dos japoneses para conseguir resolver. Há outros pilotos que também sentem um pouco o mesmo problema, mas eles já contam com um ano aos comandos da moto, pelo que estão habituados. Estou a aprender como lidar com isso. A moto é espectacular, mas ainda tem alguns aspectos menos bons aos quais nos vamos ter de dedicar para os resolver.

P: O Sete surpreendeu-nos na última temporada com o seu sucesso. Será que tu consegues fazer o mesmo esta época?

CE: Penso que muitos subestimaram o Sete. Após uma temporada difícil na Suzuki ninguém acreditou nele. Pelo trabalho que temos realizado e pelas conversas que temos tido é óbvio que ele é um bom piloto. Em relação a isso não há dúvidas. Pessoalmente penso que se vencer o Campeonato do Mundo isso não poderá ser visto como uma surpresa, pois já conquistei dois títulos de Mundiais de Superbike e eu corro sempre para ganhar.