Sims credita formato da Fórmula E a saída ao final de 2022: “Não é para mim”

Alexander Sims está com seus dias no grid da Extreme E contados. Após muita reflexão, o competidor tomou a decisão de que deixa a categoria elétrica após a última etapa da temporada 2022 em Seoul.

Atualmente defendendo a Mahindra, o britânico está na competição desde o campeonato 4, disputado em 2018/19. Nesses anos, conseguiu apenas três pódios, sendo uma vitória, terminando sua melhor campanha em 13º.

Portanto, após muito ponderar, entendeu que chegou o momento da despedida. O piloto chegou até mesmo a conversar com outra equipe e aceitou um papel, mas decidiu declinar pouco depois e entende-se que está envolvido no Mundial de Endurance.

Com apenas uma corrida nos pontos nesta temporada – uma nona colocação na corrida 1 em Berlim – Sims já entendeu que vai ter seis dolorosas provas até o encerramento do campeonato.

Portanto, parando para analisar sua situação, Alexander não vê muito sentido em continuar na categoria. “Tem sido difícil e começa a impactar no que você quer fazer, onde quer estar a longo prazo. Ninguém quer ser menos competitivo do que deseja e não ter respostas”, disse.

“Esse é o maior problema para mim. Na verdade, já tomei a decisão [de deixar a FE]. Naturalmente, queria explorar quais outras opções haveria na FE. Havia algumas e eu mesmo decidi, me dei dois ou três meses de ‘nós sabemos a situação com a equipe, procure em outro lugar também’.”

Sims ainda apontou que correr em monopostos é algo que não faz seu estilo de pilotagem e que GT se encaixa melhor com sua gana nas pistas. “Os fórmula, esse tipo de campeonato me leva de volta aos meus tempos de F3, GP3, que não gostava muito”, explicou.

“Após isso, fui correr de GT e fiquei ‘uau’, voltei a correr novamente. Acho que é apenas o formato dos monopostos, especialmente na FE, pouco tempo de pilotagem, muita pressão, ambiente muito competitivo, o que é ótimo porque quando vai bem, sente que superou alguns dos melhores do mundo, mas não é 100% eu. Endurance é melhor para mim”, emendou.

“A Fórmula E não é o formato para mim, o que é uma pena. De um ponto de vista esportivo, tendo a pensar demais nas coisas e há muita coisa desconhecida na FE e não sou confiante o suficiente para apenas deixar de lado”, encerrou.



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