Sergio Sette Câmara teve uma montanha-russa de emoções ao longo da temporada 2022 da Fórmula E. Ao fazer um balanço dos momentos mais difíceis, admitiu que dentro os vários, não conseguir manter a boa posição de largada foi um dos piores.
O brasileiro encarou neste ano sua segunda temporada completa na categoria elétrica. No final, conseguiu uma nona colocação como melhor resultado e encerrou a classificação com dois pontos somados, os únicos da Dragon.
Olhando para trás, o agora piloto da NIO 333 para a temporada 2023, apontou que foram vários os difíceis momentos que enfrentou no campeonato, especialmente quando sabia que não conseguiria ter bom resultado na corrida.
“Teve vários. Toda vez que qualificada na frente e se gera uma expectativa das pessoas que estão acompanhando, da equipe, eu mesmo, e aí você meio que já sabia que, na corrida, o carro não ia render. Você não quer parecer pessimista, jogar balde de água fria nas pessoas que estão ali torcendo por você, trabalhando com você, mas você sabe das limitações do carro”, falou ao F1Mania.net.
“Muitas vezes essa era a parte mais difícil, largar lá da frente sabendo que não ia conseguir manter a posição. Isso foi complicado. E aí, na corrida em si, talvez a mais dura de todas foi Londres no primeiro dia, eu pontuei no segundo dia, cheguei em nono, foi um excelente resultado”, emendou.
“Mas, no primeiro dia, tinha condições de chegar em quinto, sexto lugar. Mas aí tive problemas no sistema de energia e estava correndo às cegas, desperdiçamos muitos pontos porque poderia ter pontuado nas duas de Londres e por ter qualificado melhor no primeiro dia poderia ter pontuado muito mais do que no segundo”, destacou.
“Acabei, ainda bem, demonstrando isso no segundo dia, mesmo largando lá de trás em uma pista que é difícil de ultrapassar, consegui pontuar, mostrar que o carro era bom nessa pista e tudo mais. Só que, no sábado, era o dia para pontuar muito e não deu certo”, disse.
“É o tipo de problema que acontece com uma equipe que falta pessoas para trabalhar. Não dá para falar de quem tá do lado da pista, somos só seis, não dá para culpar, não tem como criticar muito quando tem falta de recurso dessas”, encerrou.
