Sergio Sette Câmara comentou sobre o complexo processo que é trocar de equipe na Fórmula E. O brasileiro explicou como estar em uma equipe nova pode ser até mais difícil do que estrear em uma nova categoria.
Após competir dois campeonatos defendendo a Dragon Penske, o competidor agora vai para a NIO333. A temporada 2023 começa na próxima semana no México e o processo de adaptação está a todo vapor.
Além dos testes e da pré-temporada que aconteceu no último ano em Valência, Sette Câmara também tem trabalhado incansavelmente na fábrica. Tudo, segundo o piloto, para se adaptar a nova casa e ao novo pessoal.
“É um grande movimento trocar de equipe. Acho que as pessoas subestimam isso porque está no mesmo campeonato. Na verdade, acho que é maior mudar de equipe do que de categoria porque, por exemplo, se pensar sobre isso, vamos do Gen2 ao Gen3 e é quase uma nova categoria”, pontuou.
“É completamente diferente, a Fórmula E muda muito ao menos duas ou três pistas por ano. Em muitos aspectos, é quase um novo campeonato, carro completamente diferente, diferente ajuste, precisa aprender tudo do zero, sempre precisa aprender novos truques”, continuou.
“Mas é uma variável comum a todos, todos estão passando por essas mudanças, mas equipes, apenas alguns pilotos estão fazendo essa troca. E quando muda de time, precisa aprender a trabalhar com diferentes pessoas”, emendou.
“Estou fazendo meu melhor para me juntar a casa antes da temporada começar. Tem sido meses intensos onde tenho ido bastante para o Reino Unido, tenho ficado mais tempo com o time para realmente conhecer o pessoal”, explicou.
“O que ajuda é que meu engenheiro de corrida coincidentemente é o mesmo da Dragon. É um lugar onde um cara que você conhece, é próximo do carro, pode ajudar na transição definitiva. Teria sido muito mais difícil se todos fossem completamente novos”, concluiu.
