Sergio Sette Câmara ainda tem um pé atrás em relação ao novo formato de classificação da Fórmula E. O brasileiro afirmou que equipes menores podem ter dificuldades em conseguir surpreender para ter um bom desempenho.
Para a temporada 8, a categoria elétrica decidiu reformular o formato da tomada de tempos. Antes com pilotos separados em grupos definidos pela classificação do campeonato, agora é feito no estilo mata-mata passando por fases até a final.
Com a novidade, times como a NIO 333 e a Dragon estão sofrendo para se igualar às adversárias. Portanto, dificilmente conseguem avançar para as etapas seguintes na tentativa de brigar pela pole-position.
“Acho que é muito difícil surpreender nas classificações desse ano porque todos têm três ou quatro voltas, a potência não é tão alta. Então, todos conseguem encaixar uma boa volta. No ano passado, você só tinha uma tentativa, então, poderia fazer algo diferente e mandar bem, esse ano é mais difícil”, falou.
“Acho que todos fizeram ótimas voltas na classificação. Fiquei a apenas 0s1 no México de ficar melhor, mas não aconteceu. Para mim, é muito, muito apertado e não foi o suficiente para conseguir me classificar”, continuou.
O companheiro de Antonio Giovinazzi também falou sobre como a etapa do México foi bastante complicada. “0s1 teria me colocado cinco posições acima, o que significaria cinco lugares acima no grid.”
“Estive muito próximo de largar no pelotão do meio, mas não aconteceu. Na corrida, sabemos que não temos o carro mais forte para avanças. Os NIO decidiram fazer uma estratégia onde pouparam muito no início. E tudo virou a favor deles com uma volta extra”, continuou.
“Para nós não funcionou porque consumimos energia demais no início. Temos de fazer melhor em Roma e dar um grande passo adiante – pois o México foi um verdadeiro balde de água fria”, encerrou.
