A Fórmula E disputa neste final de semana o primeiro ePrix de Jacarta de sua história. Em uma etapa com previsão de altas temperaturas e muita umidade, os pilotos já estão prevendo uma corrida bastante exigente.
Essa é a primeira parada da categoria totalmente elétrica pela Ásia desde o campeonato de 2015/16, quando houve a disputa em Putrajaya, na Malásia. Portanto, há muita imprevisibilidade para equipes e competidores.
Com as condições tão exigentes do país, durante a prova vai ser necessário ficar de olho no desgaste dos pneus caso não venha chuva, além de o superaquecimento das baterias também ser um ponto a ficar atento.
Os pilotos, então, estão pensando em diversas possibilidades. “Tinha esquecido como era quente e úmido por aqui porque faz tempo que não venho para a Ásia. No simulador, treinamos diferentes temperaturas das mais otimistas até as mais pessimistas”, explicou Sébastien Buemi.
“E, é claro, tentamos otimizar a corrida ao redor disso, quanto mais quente, menos podemos exigir da bateria. Você precisa poupar bateria e, ao mesmo tempo, ser eficiente. Há maneiras que coloca menos energia na bateria e aquece menos. E precisa perder o mínimo de tempo de volta possível”, continuou.
“Estamos treinando isso. E espero que após o segundo treino livre tenhamos um cenário mais claro do que iremos encarar e, então, você vai para a corrida baseado no simulador e no segundo treino”, completou.
Quem também deu sua opinião sobre as exigências na Indonésia foi Robin Frinjs. “Todos temos a mesma bateria, então, estamos no mesmo barco no final do dia. Pode mudar coisas no software para ajudar a bateria, mas, no final do dia, estamos todos similares”, pontuou.
“Apenas precisamos ver como a corrida desenvolve, quão ruim realmente é, como pode ser, e reagir. Quero dizer, quanto mais rápido reagirmos na corrida, melhor vai ser no final”, continuou.
“O traçado parece suave, semelhante com a Arábia Saudita. Mas, claro, é mais quente do que Riyadh. Acho que para os pneus, não parece muito ruim. Mas não sabemos a temperatura, claro que os pneus vão cozinhar. Mas a questão é se vão se deteriorar muito. Vamos esperar e ver”, emendou.
Por fim, Oliver Turvey destacou que as condições desafiadoras em Jacarta deem oportunidades para a NIO 333. “Vai ser apenas trabalhar com a equipe para entender tudo. Espero que isso nos dê oportunidades na corrida, não vai ser fácil com tanta coisa para lidar”, disse.
“Vamos tentar entender tudo e otimizar tudo ao máximo para nosso desempenho, mas definitivamente vai ser um desafio com essas tantas curvas aqui”, encerrou.
