Os pilotos do grid da Fórmula E levantaram questões sobre as dificuldades de ultrapassar no ePrix de Londres. Entre os pontos levantados pelos competidores estão a retirada do hairpin e o excesso de energia.
Essa é a segunda passagem da categoria elétrica pela pista montada no Centro ExCel. Acontece que na rodada dupla inaugural em 2021, diversos incidentes aconteceram no final de semana e, portanto, obrigou a organização a pensar em mudanças.
Entretanto, as alterações – retirada de hairpin e colocação de chicanes para aumento de velocidade – não agradou alguns dos pilotos do grid. Pensando na corrida, trouxeram algumas questões para a etapa.
“Pessoalmente, acho que mais poderia ter sido feito. Acho que as chicanes são muito rápidas. Poderia ter sido mais uma zona de frenagem na primeira chicane para fazer um ângulo de 90º, há mais espaço, mais curva para isso”, falou.
“A pista já é difícil o suficiente para ultrapassar e agora removeram uma boa oportunidade de ultrapassagem, que era um dos hairpins, mas não foi substituído de fato por outro”, continuou o neozelandês.
O competidor também sugeriu que mais energia fosse reduzida para a prova – uma diminuição de 54kW para 46kW aconteceu para o final de semana. “Você pode reduzir mais energia, então, poderíamos poupar mais na corrida. Já reduzimos muito, mas acho que mais poderia ser feito. É apenas minha opinião”, ressaltou.
Quem concordou com as palavras de Mitch foi Stoffel Vandoorne, atual líder da classificação, especialmente no ponto da potência. “Acho que ultrapassagem vai ser bastante difícil, especialmente da maneira que a pista foi construída”, pontuou o belga.
“Mas o mais importante é que acho que é a energia. Até mesmo no ano passado, muitas equipes tiveram de fazer cálculos para descobrir qual seria a média a ser usada. Acho que a energia estava entre 38 ou 39 kW. Então, com 46, ainda é muito alto para a média do que a corrida deveria ser”, emendou.
Por fim, Lucas di Grassi também deu sua opinião sobre o assunto, seguindo a linha de pensamento dos outros colegas. “Acredito que a comissão dos pilotos aconselhou a criar um ponto de ultrapassagem porque aqui é difícil de passar. Você precisava de um hairpin para meio que brecar e tentar ultrapassar”, disse.
“Houve acidente, mas não por causa do hairpin em si, é por causa da natureza da pista, precisa se arriscar. Acho que neste ano, a pista está melhor de pilotar, é mais rápida. Mas há menos oportunidades de passar porque agora a chicane é fácil de bloquear”, continuou.
“É uma pista que, com certeza, em minha visão, não podemos correr com o Gen3. No mínimo, precisa modificar um pouco para ser maior, ou com retas mais longas se quiser correr com o Gen3. Porque o Gen3 com 350 kW para esse tipo de pista começa a ser muito, muito veloz. Pode ainda fazer parte, mas precisa modificar”, concluiu.
Spotify
Google Play Music
Deezer
iTunes
Amazon
