Robin Frijns não espera estar competitivo desde o início na temporada da Fórmula E. Apesar de elogiar o ambiente e atmosfera da Abt, reconheceu que a falta de tempo vai fazer o time sofrer nas primeiras corridas.
A equipe está de volta ao grid da categoria elétrica para o primeiro campeonato da era do Gen3. A marca ficou afastada do pelotão por uma temporada após a Audi se despedir da categoria ao final de 2020/21.
A Abt está usando os trens de força da Mahindra nesse retorno à FE. Entretanto, sendo uma das últimas adições ao grid, sabe que está correndo contra o tempo para alcançar as adversárias, ao menos foi o que disse Thomas Biermaier, chefe da equipe.
Mas Frijns sabe que o caminho ainda vai ser longo antes de o time voltar a antiga forma. Inclusive, no primeiro treino livre do ePrix do México, ficou apenas na 21ª, e penúltima, colocação da tabela.
“Estou muito feliz com a equipe porque conheço os caras – trabalhei com eles antes no DTM e é basicamente 90% das mesmas pessoas. Então, é uma atmosfera muito boa e apenas está faltando tempo”, disse.
“Estamos pegando tudo da Mahindra, do ZF Powertrain e não estamos ali apenas para sermos competitivos. O hardware vai ficar bem. Acho que a eficiência vai ficar bem, mas não temos o software para executá-lo sem problemas”, continuou.
“A Fórmula E é tudo sobre o software. Se não ter um e o controle, pode ter o melhor carro do pelotão, mas não vai ser competitivo. Talvez esteja completamente errado, mas não me sinto realmente competitivo”, seguiu.
“Podemos fazer uma boa volta na classificação com certeza. Se fizermos isso, provavelmente estaremos em quinto ou sexto. Mas na corrida, vamos sofrer porque esse tipo de coisa precisamos na corrida e ainda não está funcionando”, emendou.
“Durante a temporada, vamos melhorar cada vez mais. Apenas precisamos de mais tempo”, concluiu.
