A Fórmula E já está pensando quando os carros da terceira geração forem introduzidos. A categoria está estudando redesenhar alguns de seus circuitos para que possa acomodar melhor os Gen3 a partir da temporada 2023.
A partir do próximo campeonato, o certame vai contar com carros de maior potência, passando a ter 350kW. É esperado, portanto, que os tempos de volta caiam de 5s a 7s por conta do poder acrescido nos motores.
Com isso, alguns dos traçados mais curtos e estreitos vão ter dificuldades de receber a categoria elétrica. Jaime Reigle, diretor-executivo da FE, já revelou que conversas com algumas praças, como Paris, por exemplo, já estão acontecendo para que aumentem de tamanho.
“Os carros da Gen3 serão mais rápidos e darão mais oportunidades de ultrapassagem. Claramente, alguns circuitos da Fórmula E terão um desafio com a aceleração e para mostrar a melhora da qualidade dos carros”, explicou ao Autosport.
“Uma que as pessoas falam sobre é Paris, com muitas curvas de 90 graus. É um circuito de cidade, mas vai ser um desafio. Estamos conversando com Paris sobre mudar a configuração da pista já que adoraríamos correr lá, e planejamos em 2023 e em diante”, continuou.
Ao seguir o discurso, o dirigente destacou a mudança recente de Mônaco, que passou a ser usada por completo, não apenas o trecho reduzido como nos anos anteriores. “Se olhar para Mônaco, houve uma discussão interessante quando corremos na pista completa, muito debate sobre o tempo de volta: os carros serão lentos?”, disse.
“Relativos à F1, acho que todos aceitam que a F1 é mais rápida. Mas o que vimos da FE foram 65 ultrapassagens, seis mudanças de liderança e uma corrida incrível. E acreditamos que vai acontecer o mesmo com o Gen3, exceto que as voltas serão mais rápidas”, seguiu.
“Há muito espaço para expandirmos, alguns dos circuitos termos de avaliar e fazemos isso com a FIA para assegurar que as coisas são seguras e podem nos levar a incríveis e animadoras corridas”, concluiu.
