A Fórmula E estuda trazer o formato original do calendário de volta a partir da próxima temporada. Com a introdução do Gen3, a categoria elétrica espera que o campeonato começo no final de um ano e termine no meio do próximo.
A estrutura da distribuição das provas em dois anos vem desde a temporada inaugural em 2014/15, e ficou por seis campeonatos, começando normalmente em outubro ou em dezembro. A última realizada neste jeito foi em 2019/2020.
Originalmente, a FE pensou no formato para aproveitar especialmente os meses de novembro, dezembro e janeiro, normalmente com poucas, ou nenhuma, competições e que permitiria que seus fãs acompanhassem sem colisão de datas com outras categorias.
Nos dois últimos anos, entretanto, o certame de Alejandro Agag precisou se adaptar à nova realidade imposta pela Covid-19. Com isso, as temporadas 7 e 8, e 2021 e agora, 2022, tiveram a primeira etapa no mesmo ano da última.
Mas para 2022/23, temporada 9 e introdução dos novos carros, a FE volta “ao plano original, que sempre foi de dezembro a julho. Caso a Covid-19 nos permita, vamos para uma temporada de oito meses, o que acredito que vai ser uma boa solução”, falou Alberto Longo, co-fundador e atual chefe da categoria.
Sabe-se que o dirigente está procurando diversas novas cidades para levar a categoria elétrica. Entre elas está São Paulo, no Brasil, que Longo inclusive fez uma visita em novembro último. A previsão é de que um calendário provisório seja liberado em junho.
“Tudo depende das novas cidades que estamos conversando e como os planos se desenrolam para o início da temporada. Adoraria continuar em Diriyah [Arábia Saudita], mas não é algo mandatório”, completou.
“Sempre construímos as datas de uma maneira eficiente para a logística e isso significa que caso vamos para uma região, vai ser para fazer, no mínimo, duas corridas. Não vamos para um continente para uma corrida e voltar”, concluiu.
