Di Grassi descarta mudanças nos circuitos para acomodar Gen3 da FE em 2022/23

Lucas di Grassi não acredita que a Fórmula E terá de fazer muitas mudanças nos traçados para o Gen3. Na opinião do piloto, as pistas não terão de aumentar de tamanho para comportar a nova geração de carros.

Há algumas semanas, James Reigle, diretor-executivo da categoria elétrica, já admitiu que está analisando alguns dos circuitos do futuro calendário que talvez terão de passar por mudanças a partir de 2022/23.

O motivo é que os carros da terceira geração ganharão cerca de 350 kW de potência. Isso acontece por conta do motor que passará a ficar na frente do carro, auxiliando na regeneração de energia durante a corrida.

Di Grassi, que em um primeiro momento concordou com a linha de pensamento do dirigente, também apontou que mudanças significativas não serão necessárias. Ao ser questionado se a FE poderá, talvez, correr na pista inteira do Autódromo Hermanos Rodríguez, respondeu que “acho que há uma pequena confusão.”

“Apesar de que basicamente teremos mais energia no Gen3, a quantidade de energia que teremos é bastante similar dos dias de hoje. Então, se está correndo, o carro não vai ser feito para disputar no circuito inteiro do México, por exemplo. O carro, na verdade, é menor, mais curto, tem base menor para acomodar melhor os circuitos de rua”, disse.

“Ainda precisa lidar com a energia e ainda tem a limitação de, vamos dizer, do atual debate dos circuitos que corremos agora. Claro, com algumas pistas como Pais em que realmente é apertado já para o Gen2, precisamos aumentar um pouco”, continuou.

“Mas, no geral, no meu entendimento, o carro não é para correr em pistas tradicionais. Apesar de que o carro possa atingir 320 km/h, tudo vai ser feito para continuarmos a correr nos circuitos que são nos centros das cidades”, concluiu.



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