Wolff torce por corridas no Oriente Médio, mas reconhece que “F1 não é prioridade”

Toto Wolff falou sobre os conflitos no Oriente Médio e como toda a situação tem afetado a Fórmula 1. O dirigente da Mercedes deixou claro que as corridas não são a prioridade, reconhecendo que algumas etapas devem sair do calendário.

Após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, o país tem revidado e tudo tem escalado. Acontece que países como Bahrein e Arábia Saudita estão no meio do conflito e deixando a categoria com uma decisão importante nas mãos: cancela as provas ou tenta substituí-las.

As duas corridas acontecem justamente em abril e caso não haja outras opções para colocar no lugar, é um mês  que ficará sem GPs no calendário – o WEC já adiou a abertura do campeonato, que aconteceria entre 26 a 28 de março no Catar.

Wolff, então, comentou sobre a situação e como a Fórmula 1 não é a prioridade no momento. “Em primeiro lugar, a Fórmula 1, de certa forma, torna-se a segunda prioridade”, disse na Austrália.

Charles Leclerc (MON) Scuderia Ferrari SF-26.
Foto: XPB Images

“A situação no Oriente Médio é um tema tão importante na região que é até bastante difícil, eu acho, conversar com os líderes locais e dizer: ‘E o Grande Prêmio?’ Eu realmente espero que possamos correr. É realista que corramos lá neste momento? Não tenho certeza”, continuou.

O chefe austríaco ainda disse que cabe à FIA e Stefano Domenicali, CEO da F1, gerenciarem a situação das etapas em relação ao Bahrein e Arábia Saudita.

“Meu palpite é que eu realmente espero que possamos correr… Mas, novamente, deixo para Stefano gerenciar essa situação. Espero que, de modo geral, a situação melhore por lá para que possamos voltar o mais rápido possível”, encerrou.