Toto Wolff, chefe da Mercedes, deixou claro que a crise da Aston Martin nesta temporada de Fórmula 1, não tem relação com a marca alemã. Segundo ele, a equipe de Silverstone tomou uma decisão consciente ao se tornar cliente da Honda a partir de 2026, abandonando os motores Mercedes que utilizava desde 2009.
“Foi uma decisão consciente de se tornar uma equipe de fábrica com a Honda e sua parceira Aramco, e é por isso que tivemos que deixá-los ir”, afirmou Wolff.
A equipe britânica enfrenta grandes desafios com a nova unidade de potência Honda, incluindo vibrações excessivas que têm causado falhas na bateria. Os pilotos do time, Fernando Alonso e Lance Stroll, relatam muitas dificuldades de completar mais de quinze a vinte e cinco voltas consecutivas, sem riscos de danos físicos.
Questionado sobre a opção por um motor Mercedes, Adrian Newey, chefe da Aston Martin, afirmou: “Nosso foco agora é trabalhar com a Honda para chegarmos à melhor posição possível, mas está claro que a Honda precisa começar a trabalhar no motor do modelo de 2027. Esse deve ser o foco principal deles”, afirmou o renomado projetista.

Newey ainda revelou que a equipe britânica não tinha conhecimento da falta de experiência do pessoal da Honda, quando assinou o contrato de fornecimento: “Só ficamos sabendo disso em novembro do ano passado, quando fomos a Tóquio para discutir rumores de que a meta inicial para a primeira corrida não seria alcançada”, encerrou. Essa falta de experiência, se deve ao fato de que em princípio, a Honda já havia decidido abandonar a Fórmula 1 e a Red Bull Racing, para quem fornecia seus motores, e já havia praticamente desmontado sua estrutura de F1.
Essa declaração deixa claro que a Aston Martin vai precisar enfrentar uma temporada de adaptação e desafios técnicos, antes de buscar competitividade plena com os motores japoneses, algo que provavelmente só deve ocorrer a partir de 2027.
