F1: Wolff celebra nova era após primeira fila da Mercedes

A Fórmula 1 iniciou uma nova fase técnica em 2026 e a Mercedes já mostrou força logo na primeira classificação da temporada. Após garantir a primeira fila do grid de largada no GP da Austrália com George Russell e Kimi Antonelli, Toto Wolff afirmou que a equipe finalmente voltou a trabalhar em condições que favorecem suas características.

O dirigente austríaco comemorou o fim da geração anterior de carros com efeito solo, introduzida em 2022, que trouxe dificuldades para a equipe alemã nos últimos anos. Segundo Wolff, o novo regulamento permite que a Mercedes explore melhor seus pontos fortes, algo que ficou evidente com o desempenho dominante na classificação em Melbourne.

Falando após a sessão que definiu o grid de largada, Wolff não escondeu o alívio ao comentar a mudança de filosofia técnica. “Estou muito feliz que aqueles carros confusos com efeito solo tenham desaparecido e que finalmente possamos fazer aquilo em que somos melhores”, afirmou.

O chefe da Mercedes destacou também a evolução de George Russell dentro da equipe. Para Wolff, o britânico deu um novo passo em maturidade e confiança ao volante, algo que contribuiu diretamente para a conquista da pole-position no circuito de Albert Park.

“George, como pessoa e piloto, deu mais um passo em termos de senioridade e confiança na forma de pilotar o carro. Parece que esse tipo de carro combina com ele. Quando o piloto tem confiança no carro, é isso que acontece”, explicou o dirigente.

Segundo Wolff, a combinação entre piloto, carro e unidade de potência funcionou perfeitamente na classificação. Ele descreveu o comportamento do novo modelo da Mercedes como extremamente estável, afirmando que o carro parecia estar “sobre trilhos” durante a sessão.

Apesar do domínio demonstrado pela equipe, Wolff também elogiou o desempenho de Kimi Antonelli, que garantiu a segunda posição no grid de largada. O dirigente destacou que o italiano mostrou velocidade comparável à de Russell, mas ressaltou que ainda é cedo para fazer comparações diretas entre os dois.

“Em termos de velocidade pura, ele está absolutamente lá. Mas ainda está apenas em seu segundo ano de Fórmula 1, enquanto George já tem nove ou dez anos de experiência. Para tudo ao redor disso, a experiência faz muita diferença”, avaliou.

Outro ponto lembrado por Wolff foi o trabalho da equipe para recuperar o carro de Antonelli após o forte acidente no TL3. O dirigente revelou que inicialmente acreditava que não seria possível colocar o carro na pista a tempo para a classificação.

“Parecia um carro de Fórmula 1 feito de Lego que tinha sido jogado no chão poucas horas antes. Eu disse que cinco minutos antes da sessão começar não conseguiríamos. Foi praticamente um milagre que o carro estivesse pronto”, comentou.

Mesmo sem tempo para realizar ajustes adequados após a reconstrução, Antonelli conseguiu completar a sessão e garantir a primeira fila ao lado de Russell. Para Wolff, o resultado simboliza não apenas a performance do carro, mas também o esforço coletivo da equipe.

Enquanto isso, na Ferrari, Charles Leclerc tratou de reduzir expectativas sobre um possível trunfo nas largadas da equipe. Apesar de especulações após os testes de pré-temporada no Bahrein indicarem que o time poderia ter vantagem nesse aspecto, o monegasco afirmou que o benefício não é tão grande quanto parecia inicialmente.

Com a Mercedes largando na primeira fila e os rivais tentando reagir, a corrida em Melbourne promete ser o primeiro grande teste da nova era da Fórmula 1.