Fred Vasseur, chefe da Ferrari, fez uma admissão franca sobre a estratégia adotada pela equipe para 2026. O dirigente reconheceu que subestimou o impacto de uma decisão importante tomada na parte final a temporada 2025 da Fórmula 1, quando a equipe italiana optou por abandonar o desenvolvimento do carro daquele ano e focar totalmente nos preparativos para 2026.
A escolha foi feita em meio a um ano difícil para a Scuderia, que viu sua performance cair drasticamente, passando de uma distância de 14 pontos para McLaren em 2024 para 435 pontos a menos em 2025. Com isso, a Ferrari ficou em quarto lugar entre os construtores, e incapaz de acompanhar o ritmo das concorrentes McLaren, Mercedes e Red Bull Racing, que continuaram a evoluir seus carros ao longo da temporada.
Vasseur, ao comentar sobre essa decisão, explicou o raciocínio por trás da atitude, mas admitiu que o impacto psicológico e motivacional sobre a equipe foi maior do que o esperado: “Era a lógica por trás da decisão, e eu acho que, honestamente, foi uma boa decisão. O que eu subestimei, provavelmente, foi o fato de que quando você sabe que não vai mais desenvolver o carro, é mais difícil manter todos na equipe com boas expectativas. Isso é muito importante”, afirmou.

Apesar de reconhecer o erro em subestimar o impacto da medida na motivação da equipe, Vasseur se manteve firme em sua defesa da decisão estratégica de focar em 2026, considerando as grandes mudanças de regulamentos que entram em vigor na temporada deste ano. O chefe da Ferrari concluiu, destacando que como equipe, é essencial ‘ficar na nossa bolha’ e lidar com essas situações complexas da melhor forma possível.
Essa admissão de Vasseur coloca luz sobre os desafios internos da Ferrari, principalmente no ano passado, e revela a pressão que as equipes da Fórmula 1 enfrentam ao tentar alinhar suas ambições com a realidade da categoria.
