A Aston Martin segue enfrentando um início de temporada difícil na Fórmula 1 em 2026, com problemas de confiabilidade de sua fornecedora de motores, a Honda, comprometendo o desempenho da equipe no GP da Austrália. Adrian Newey, chefe da Aston Martin, revelou que a equipe japonesa enfrenta sérias limitações de experiência em sua nova configuração.
“Quando se reorganizaram, grande parte do grupo original se desfez e foi trabalhar em painéis solares ou outras áreas. Então, muito do grupo que voltou é novo na Fórmula 1 e não trouxe a experiência que tinha anteriormente”, explicou Newey. Ele ainda destacou que o retorno da Honda em 2023 coincidiu com a primeira temporada do limite orçamentário para motores, enquanto os concorrentes já haviam desenvolvido seus propulsores com continuidade em 2021 e 2022.

O dirigente da Aston Martin revelou que a real falta de experiência da Honda, só foi descoberta em novembro de 2025, durante uma visita a Tóquio para tratar de rumores sobre a incapacidade do motor atingir a potência prevista para a primeira corrida: “Muitos da força de trabalho original não retornaram quando a Honda reiniciou com a F1”, encerrou o experiente projetista.
A Aston Martin terá agora a missão de superar estas dificuldades técnicas e de logística da fornecedora japonesa, enquanto se ajusta ao novo motor e à nova regulamentação de 2026, na esperança de recuperar competitividade nas próximas corridas.
