A McLaren obteve uma vitória importante em um processo judicial contra o piloto da IndyCar Alex Palou, com um pagamento milionário determinado pelo tribunal britânico. A equipe de Woking havia processado o espanhol por violação de contrato, alegando que ele descumpriu o acordo de se juntar à McLaren tanto para a equipe de IndyCar quanto para o programa de Fórmula 1 como piloto de testes e reserva.
Em 2023, Palou assinou um contrato com a McLaren, mas ao perceber que suas expectativas de competir na Fórmula 1 não seriam atendidas tão rapidamente quanto imaginava, o piloto decidiu não cumprir o acordo e assinou com a Chip Ganassi Racing, continuando na Indy. Ele alegou que foi induzido ao erro por promessas não cumpridas relacionadas a uma possível vaga na F1 já em 2024, o que o levou a desistir do contrato com a McLaren.

O julgamento, realizado em outubro de 2025 no Tribunal Superior de Londres, contou com depoimentos de Palou e Zak Brown, CEO da McLaren Racing. A sessão foi marcada por um momento tenso durante o contra-interrogatório de Brown, quando o advogado de defesa de Palou, Nick de Marco, questionou sobre mensagens desaparecidas no WhatsApp. No entanto, não foi encontrado nada relevante nos registros de Brown.
Embora o tribunal tenha rejeitado a parte do processo relacionada à Fórmula 1, o juiz determinou que Palou e sua equipe de gestão, ALPA Racing, devem pagar à McLaren uma série de valores por danos financeiros relacionados à IndyCar. O total da compensação ficou em torno de US$ 10,2 milhões, com uma possível adição de US$ 2 a 2,5 milhões devido a uma reclamação adicional de patrocínio. Isso eleva o valor final que a McLaren pode receber a até US$ 12,6 milhões, abaixo dos US$ 20 milhões que a equipe inicialmente buscava.
