O domingo de Fórmula 1 em Las Vegas mexeu de vez com o Mundial 2025. Max Verstappen venceu nas ruas da Strip depois de um erro de Lando Norris na largada, viu a dupla da McLaren ser desclassificada horas depois e recolocou seu nome com força na briga pelo título nas duas últimas etapas da temporada.
Na corrida, Norris largou na pole, atacou forte na freada da curva 1 e passou do ponto, saiu da pista e entregou a liderança para Verstappen ainda no início. A partir daí, o piloto da Red Bull controlou o ritmo com autoridade, administrou o desgaste de pneus e abriu vantagem confortável até a bandeirada, em uma das atuações mais sólidas do ano.
O resultado em Vegas e a posterior desclassificação da McLaren deixaram o campeonato em um cenário bem mais apertado. Norris segue na frente, mas agora com vantagem reduzida, enquanto Verstappen e Oscar Piastri aparecem empatados logo atrás, todos ainda com chances matemáticas de levar o título nas etapas do Catar e de Abu Dhabi. As combinações passam a envolver não só vitórias, mas também eventuais abandonos ou dias ruins dos rivais diretos.
A exclusão de Norris e Piastri foi decidida pelos comissários após a vistoria técnica apontar desgaste excessivo da prancha do carro. As medições mostraram espessura abaixo dos 9 mm mínimos exigidos pelo regulamento na parte traseira. Mesmo com a McLaren alegando fatores como porpoising maior do que o previsto e pouco tempo de pista útil por causa da chuva e das interrupções nos treinos, prevaleceu o entendimento de que infrações técnicas desse tipo levam obrigatoriamente à desclassificação.

O Brasil também esteve no centro das atenções com Gabriel Bortoleto. O piloto da Sauber se envolveu em nova batida com Lance Stroll na curva 1, logo na largada, repetindo o duelo recente de São Paulo, mas desta vez considerado culpado pelos comissários. O toque tirou os dois da corrida e rendeu a Bortoleto uma punição de cinco posições no grid do GP do Catar, além de pontos negativos na superlicença. O brasileiro assumiu o erro, explicou que errou o ponto de freada e pediu desculpas diretamente a Stroll depois da prova.
Nos bastidores, o dia também foi quente, com foco na Aston Martin. Informações de paddock apontam que Andy Cowell deve deixar o comando da equipe, abrindo espaço para uma possível chegada de Andreas Seidl para liderar o projeto a caminho de 2026. Em paralelo, o nome de Christian Horner também aparece como alternativa, o que reforça a ideia de uma grande reestruturação interna visando o novo ciclo de regras.
Enquanto isso, Toto Wolff tratou de encerrar os rumores sobre sua própria situação na Mercedes. O dirigente garantiu que permanece à frente da equipe, reafirmou compromisso com o projeto a longo prazo e deixou claro que não há planos de saída, apesar das pressões e das constantes movimentações políticas que cercam o grid.

O domingo em Las Vegas marcou ainda uma despedida importante para o público brasileiro. A Aston Martin se despediu oficialmente de Felipe Drugovich após o GP, encerrando o vínculo do piloto com o time. O brasileiro foi elogiado pelo trabalho em treinos livres e no simulador, especialmente no desenvolvimento dos carros da equipe nos últimos anos, mas não teve oportunidade de assumir uma vaga fixa no grid da F1.
Com Verstappen em alta, McLaren abalada pela desclassificação, Bortoleto pressionado por dois abandonos seguidos na primeira volta e o tabuleiro político das equipes se mexendo, o Mundial de Fórmula 1 2025 deixa Las Vegas em clima de decisão. A próxima parada é o GP do Catar, onde o título pode ser encaminhado, virar de vez ou ganhar contornos ainda mais dramáticos na reta final da temporada.
