F1 hoje: Horner fala em retorno e Bortoleto avalia Audi

A Fórmula 1 não tem corrida neste domingo, 1º de fevereiro, mas o noticiário seguiu quente com bastidores, balanço dos testes e falas que dão pistas do que vem por aí em 2026. Entre os destaques do dia, Christian Horner voltou a tocar no assunto de um possível retorno ao paddock, enquanto Gabriel Bortoleto fez um balanço realista do início de trabalho com a Audi. 

Com o shakedown de Circuito de Barcelona-Catalunha já no retrovisor, a impressão geral é que as equipes aproveitaram ao máximo a quilometragem para entender os novos carros e as mudanças técnicas, e isso ajuda a explicar por que os tempos, sozinhos, ainda contam pouco neste momento. Mesmo longe do início do campeonato, esse tipo de atualização costuma prender a atenção de quem quer “medir temperatura” da temporada bem antes de Melbourne. 

No noticiário de bastidores, Horner comentou que ainda tem “assuntos inacabados” na Fórmula 1 ao ser questionado sobre um possível retorno, deixando claro que a ideia não está descartada. O dirigente falou do tema em conversa com a imprensa, reforçando o quanto segue conectado ao ambiente da categoria, mesmo sem cravar planos ou prazos. 

O dia também teve um panorama do que os testes de Barcelona indicaram sobre 2026. O foco, como esperado num ciclo novo de regras, foi acumular voltas e dados, com as equipes priorizando checks de confiabilidade e entendimento básico do pacote. O material destacou a importância do volume de quilometragem num cenário de mudanças grandes no chassi e nas unidades de potência, além de lembrar que não dá para traçar hierarquia definitiva apenas com o que apareceu na pista catalã, com programas diferentes entre as equipes. 

Gabriel Bortoleto (Audi) - Testes Barcelona F1 2026
Foto: Divulgação / Audi

Para o público brasileiro, as aspas de Bortoleto renderam duas leituras complementares. Em uma delas, o piloto afirmou que a Audi “está indo na direção certa”, indicando confiança no caminho adotado, ainda que com muito a aprender na sequência do trabalho. A avaliação veio acompanhada do recado de que o entendimento real tende a crescer quando o carro for testado em condições e pistas diferentes. 

Na outra, Bortoleto reconheceu que o encerramento da atividade em Barcelona não foi livre de contratempos, mas tratou o dia como parte do processo. Ele mencionou que, apesar de problemas pela manhã, conseguiu completar 50 voltas e descreveu o saldo como positivo por permitir “entender um pouco melhor” o carro, além de somar quilometragem com o equipamento e a unidade de potência. “Não é tanto quanto eu gostaria, mas já é um começo”, disse o brasileiro. 

Fora do cockpit, Mari Becker falou sobre a rotina de comentarista in loco e defendeu o valor de estar próxima do que acontece ao redor da pista, ponto que, segundo ela, faz diferença na leitura do que o público vê na transmissão. A ideia, resumida na própria mensagem, é simples: “importante estar perto da ação”.