A Haas colocou o VF-26 em ação pela primeira vez na pista, em mais um sinal de que a temporada 2026 da Fórmula 1 está ganhando ritmo. A equipe norte-americana realizou o shakedown no circuito de Fiorano, e o britânico Oliver Bearman foi o responsável pelas primeiras voltas do novo carro.
A atividade em Fiorano aconteceu apenas um dia depois de Ferrari, com Lewis Hamilton e Charles Leclerc, estrear o SF-26 no mesmo local. A presença de Bearman reforça a ligação entre as duas estruturas, já que a Haas segue utilizando unidades de potência fornecidas pela Ferrari para o campeonato deste ano.
Para 2026, a equipe também inicia um novo capítulo no lado comercial. Com o acordo de naming rights firmado com a Toyota Gazoo Racing, o time passa a competir sob a inscrição oficial TGR Haas F1 Team. A parceria não altera o fornecimento de motores, que permanece com a Ferrari, mas reposiciona a marca da equipe no paddock.
Com o shakedown do VF-26, a Haas se torna o sétimo time a levar seu carro para a pista nesta pré-temporada. Quem puxou a fila foi a Audi, que rodou em Barcelona, seguida por Cadillac, Mercedes e Alpine em Silverstone, além de Racing Bulls em Imola e Ferrari em Fiorano.
A Haas optou pelo mesmo traçado da Ferrari, utilizando a pista de testes da marca italiana, o que facilita a logística e o acompanhamento técnico, já que os carros seguem um pacote semelhante em termos de eletrônica e integração de chassi e unidade de potência.
Enquanto isso, McLaren, Aston Martin, Red Bull e Williams ainda não estrearam publicamente seus modelos 2026. A expectativa é que a primeira aparição oficial de vários desses carros aconteça durante o teste de pré-temporada, realizado a portas fechadas em Barcelona a partir de segunda-feira.
No entanto, a Williams deve ser a grande ausência. Conforme apurado pelo F1MANIA.NET na sexta-feira, o time britânico enfrentou problemas para cumprir os testes de impacto exigidos pela FIA, o que compromete a liberação do carro para rodar na Espanha.
O shakedown é um procedimento curto e controlado, mas importante para verificar sistemas fundamentais, como câmbio, arrefecimento, eletrônica e operação da unidade de potência. Embora as equipes não busquem desempenho neste tipo de atividade, trata-se de um momento estratégico para identificar eventuais falhas antes dos testes coletivos, quando o foco passa a ser acerto de pista, medições aerodinâmicas e confiabilidade em longos stints.
