F1: FIA ainda não planeja intervir em ‘truque’ de motor da Mercedes e Red Bull

Ferrari, Audi e Honda não tiveram sorte sobre as discussões em torno dos novos motores da Fórmula 1. Em reunião feita nesta quinta-feira (22) entre as equipes do grid e a FIA, nenhuma decisão foi tomada para proibir o chamado “truque” encontrado pela Mercedes e Red Bull em suas unidades de potência, segundo informações do site GPblog.

O tema foi incluído de última hora na agenda de uma reunião originalmente programada para discutir questões gerais sobre os motores. Segundo relatos do paddock, os dois times teriam encontrado uma solução técnica que permite aumentar a taxa de compressão efetiva do motor, apesar do limite estabelecido pelo regulamento técnico para 2026.

As novas regras determinam que essa taxa não deve ultrapassar 16:1. Entretanto, é entendido no meio técnico que quanto maior esse índice, maior tende a ser o desempenho do motor, além de ganhos em eficiência energética, e é justamente nesse ponto que entram as ‘áreas cinzentas’ do novo regulamento.

F1: FIA ainda não planeja intervir em 'truque' de motor da Mercedes e Red Bull
Foto: XPB Images

De acordo com fontes ouvidas pelo GPblog, algumas fabricantes estariam explorando o fato de que a taxa de compressão é medida quando o motor não está em plena temperatura de funcionamento na pista. Com isso, componentes internos seriam projetados para se expandirem com o aquecimento, empurrando o pistão para mais perto do topo do cilindro e elevando a compressão real durante o uso.

Esse aumento da taxa de compressão resultaria não apenas em ganho de performance, mas também em menor consumo de combustível, uma vantagem significativa dentro da nova era de maior eletrificação da F1. Quando a existência desse conceito veio a público, Ferrari, Audi e Honda reagiram com insatisfação, alegando que estariam em desvantagem técnica e que a solução não segue o novo regulamento.

Apesar da pressão, a reunião não trouxe medidas imediatas. Segundo múltiplas fontes do paddock, a discussão girou menos em torno da legalidade atual do conceito e mais sobre possíveis ajustes futuros no regulamento. A FIA, ao que tudo indica, não pretende intervir antes do início da temporada 2026, afastando a possibilidade de um veto imediato ao sistema.

Sobre o assunto, Mercedes e Red Bull alegam que seus motores são totalmente legais. A Audi, por outro lado, discorda da interpretação, mas reconhece a dificuldade de apresentar um protesto formal sem acesso direto aos propulsores dos adversários. Embora o encontro não tenha resultado em mudanças concretas, o assunto está longe de ser encerrado.



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