A Ferrari deu mais um passo importante no início da temporada 2026 da Fórmula 1 ao colocar o SF-26 para trabalhar o dia inteiro no teste coletivo em Barcelona, desta vez com pista molhada e foco total em confiabilidade. Charles Leclerc e Lewis Hamilton dividiram o programa desta terça-feira no Circuito de Barcelona-Catalunha e saíram satisfeitos com o primeiro “dia cheio” do novo carro em condições mistas.
Logo às 9h, no horário local, Leclerc foi o primeiro a acelerar o SF-26. Depois da volta de instalação e das verificações iniciais, o monegasco completou 19 voltas com pneus Médios C2 em pista seca, até a chuva apertar e forçar um retorno aos boxes. Quando a intensidade diminuiu, a Ferrari aproveitou para trabalhar também no molhado, com 15 voltas de pneus de chuva extrema e mais 20 com os intermediários, fechando a manhã com 64 giros acumulados.
Leclerc afirmou que foi “bom voltar ao carro e começar a aprender um pacote completamente novo”. Segundo ele, o trabalho de hoje não teve foco em desempenho puro, e sim em verificar sistemas e entender o comportamento geral do conjunto. “Completamos o nosso programa e tudo se comportou como esperado, o que é um começo positivo e uma base sólida para construir”, destacou o piloto.

À tarde foi a vez de Lewis Hamilton assumir o SF-26. O heptacampeão iniciou o trabalho com pneus de chuva extrema e rapidamente mudou para os intermediários, somando 19 voltas antes de uma nova piora da chuva. Com a melhora do clima, Hamilton voltou à pista com pneus de chuva extrema e depois novamente com intermediários, fechando o período com 57 voltas completadas.
Hamilton classificou o dia como “intenso, mas produtivo”, especialmente por causa das condições mistas. “Conseguimos boa quilometragem com o carro e coletamos muitas informações úteis, o que é importante com uma mudança de regulamento tão grande. Não tivemos grandes problemas, e isso nos dá uma base sólida para seguir aprendendo e evoluindo nos próximos dias”, avaliou o britânico.
Somando os dois períodos, o SF-26 completou 121 voltas, algo em torno de 560 quilômetros, um número considerado muito positivo dentro da equipe. Para o chefe de engenharia de pista, Matteo Togninalli, a prioridade era confirmar confiabilidade e construir conhecimento.
“Considerando as condições, foi um dia produtivo para nós”, avaliou o engenheiro. “Apesar da chuva, fizemos uma boa quilometragem e, principalmente, não tivemos grandes problemas de confiabilidade, que é o ponto-chave com um carro e uma unidade de potência novos. Ainda é cedo para falar de performance. Agora o foco é entender o carro, aprender o seu comportamento e evoluir passo a passo ao longo dos próximos dias.”
