F1: Ferrari pode ter encontrado solução para aerodinâmica ativa em pista molhada

A semana do primeiros testes de pré-temporada da Fórmula 1 em 2026 no Circuito de Barcelona-Catalunha, trouxe à tona uma questão importante: como funcionaria a aerodinâmica ativa nos novos carros da categoria em pistas molhadas? A introdução de asas dianteiras e traseiras móveis nas novas regulamentações de 2026, promete revolucionar a dinâmica das corridas, mas a chuva, que chegou logo no segundo dia de testes, revelou o desafio de aplicar esses componentes em condições de pista molhada.

Uma das equipes que testou a nova configuração nessas condições, foi a Ferrari, que deu pistas sobre uma possível solução. Durante os testes, Charles Leclerc e Lewis Hamilton rodaram com a asa dianteira aberta enquanto a traseira permanecia fechada. Esse ajuste na aerodinâmica ativa, parece ser uma forma de lidar com as condições de pista molhada sem comprometer a performance.

Anteriormente, o sistema de Redução de Arrasto (DRS) era desativado automaticamente em pistas molhadas, mas com a nova filosofia aerodinâmica para 2026, que introduz componentes móveis tanto na frente quanto na traseira do carro, surgiram dúvidas sobre como esse novo sistema funcionaria em condições adversas. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, havia mencionado que havia várias opções sendo discutidas para resolver essa questão, mas sem revelar detalhes.

Lewis Hamilton (Ferrari) - Shakedown F1 2026
Foto: XPB Images

No entanto, o que parecia ser um desafio para as equipes foi parcialmente resolvido, pelo menos com a solução observada nos carros da Ferrari. O carro de Leclerc, no segundo dia de testes, exibiu a asa dianteira aberta, uma configuração que possibilita menos arrasto e, provavelmente, mais aderência em condições de pista molhada. Hamilton também teve a oportunidade de testar a solução em seu SF-26.

Além dessa adaptação para as condições climáticas, a temporada de 2026 traz diversas mudanças, como a diminuição do tamanho e peso dos carros, além da transição para motores com 50% de bioenergia e 50% elétricos. As novas regulamentações aerodinâmicas também visam melhorar a qualidade das corridas, permitindo que os carros sigam uns aos outros de forma mais próxima, o que se tornou um desafio nas últimas temporadas.

Tombazis se mostrou otimista quanto aos novos carros e acredita que as mudanças irão beneficiar a competição, tornando as corridas mais imprevisíveis e emocionantes: “Com as novas regulamentações, esperamos que os carros consigam se seguir muito mais de perto, o que no fim das contas, deve tornar as corridas mais excitantes”, finalizou o diretor da FIA.



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