Mesmo fora do grid como titular, Yuki Tsunoda segue como uma peça estratégica da Fórmula 1 em 2026. O japonês foi orientado pelo CEO da categoria, Stefano Domenicali, a se manter “pronto” para um possível retorno, enquanto assume o papel de piloto reserva tanto da Red Bull quanto da Racing Bulls.
Então, você sabe muito bem que este ano”, disse Domenicali, “Yuki Tsunoda será um terceiro piloto. Ele tem que ser resiliente, porque se as chances vierem, ele precisa estar pronto.” O dirigente acrescentou: “Será um chamado, porque essa é a natureza do esporte”, lembrando que “não é fácil”, já que existem apenas 22 vagas na F1.

O japonês perdeu sua vaga de titular após o GP de Abu Dhabi da última temporada, encerrando um ciclo de cinco anos na Fórmula 1, com 124 pontos conquistados. Ele acreditava ter feito o suficiente para seguir ao lado de Max Verstappen, mas acabou preterido por Isack Hadjar. A chegada de Arvid Lindblad também eliminou uma possível continuidade na Racing Bulls.
“Obviamente, estou desapontado e p***o da vida”, disse Tsunoda ao PlanetF1.com. “Bem, eu não tinha opções. A questão é que meu contrato estava lá, então eu não pude fazer muito.” E completou: “Tive alguns interesses externos, mas meu contrato não me permite conversar muito com eles, de qualquer forma.”
Mesmo assim, a Red Bull optou por mantê-lo no programa. Laurent Mekies afirmou que Tsunoda “forneceria um suporte inestimável para os projetos de 2026 que estão por vir”. Com a mudança radical no regulamento técnico, o piloto é visto como alguém capaz de contribuir com feedback qualificado, já que conhece as duas equipes por dentro.
