F1: Colapinto escapa de punição por incidente no TL2 em Melbourne

Franco Colapinto já sabe qual o desfecho de sua investigação sobre o incidente de ter pilotado desnecessariamente devagar durante o segundo treino livre do GP da Austrália da Fórmula 1, que acontece nesta sexta-feira (6).

O titular da Alpine havia sido chamado pelos comissários para explicar a situação. Quando vinha na última curva, acabou enfrentando um problema com seu carro, o que causou a queda repentina de velocidade.

Entretanto, ao invés de ir para o lado direito do traçado, se manteve na linha de corrida, o que quase provocou uma grande colisão com Lewis Hamilton, mas os fiscais decidiram não tomar nenhuma ação sobre o ocorrido.

“Colapinto explicou que seu carro sofreu um ‘falso ponto morto’ quando se aproximava da última curva e perdeu tração ao entrar na reta principal. Enquanto a equipe lhe dava instruções pelo rádio para tentar resolver o problema, o piloto manteve o carro em movimento lento à esquerda da reta principal, conforme instruído pela equipe caso não conseguisse resolver o problema e precisasse parar”, começou o comunicado.

Franco Colapinto (ARG) Alpine F1 Team A526.
Foto: XPB Images

“Ao se aproximar da linha de controle, Colapinto foi alcançado por Hamilton. Embora Hamilton tivesse uma visão clara de Colapinto por uma boa distância na reta principal, aparentemente ficou surpreso ao ver Colapinto se movendo tão lentamente na linha de corrida e teve que fazer uma manobra evasiva para evitar uma colisão”, continuou.

“Colapinto explicou que estava observando seus retrovisores o tempo todo e sabia que Hamilton estava se aproximando. Ele disse que foi instruído pela equipe a permanecer à esquerda porque as Notas de Competição do Diretor de Prova (Mapa de Saída de Emergência) indicam o ponto de saída na reta principal no lado esquerdo da pista. Ele disse que, se tivesse tentado sair da linha de corrida quando não tinha tração, poderia ter criado uma situação mais perigosa”, seguiu.

“Os comissários ficaram convencidos de que não havia nada de errático na condução de Colapinto. Dado o seu problema mecânico, ele não estava dirigindo ‘desnecessariamente’ devagar. Considerando ainda que o piloto posicionou o carro de forma a garantir que conseguiria chegar ao ponto de saída designado caso o problema com o carro não fosse resolvido antes de chegar lá, os comissários não consideraram que as ações do piloto fossem inseguras e, portanto, decidiram não tomar nenhuma outra medida”, encerrou.