A Audi fez um novo apelo à FIA para investigar e tomar providências, sobre um suposto truque envolvendo a taxa de compressão dos motores, que estaria sendo utilizado por Mercedes e Red Bull Powertrains-Ford, ainda antes do início da temporada 2026 da Fórmula 1. A polêmica surgiu com a revelação de que essas equipes conseguiram operar seus motores com uma taxa de compressão superior à permitida, o que pode oferecer uma vantagem significativa em termos de tempo de volta.
Com a introdução dos novos regulamentos para os motores, incluindo um aumento na potência elétrica e a remoção do componente MGU-H, a questão da compressão se tornou um ponto importante para o desempenho. A taxa de compressão, que é uma parte fundamental do processo de combustão do motor, deve ser mantida em um limite de 16:1, conforme estipulado pelas novas regras. No entanto, foi constatado que alguns motores estão sendo operados além desse limite, o que pode representar uma vantagem de performance não autorizada.

James Key, diretor técnico da Audi, afirmou que a equipe confia na FIA para tomar a decisão certa e garantir que as disputas se mantenham justas: “É uma nova regulamentação e precisamos de um campo de jogo nivelado. Se alguém criar algo que fuja da intenção das regras, isso precisa ser controlado”, afirmou Key, destacando a importância de evitar que qualquer vantagem ilegal perdure ao longo da temporada.
A Audi acredita que, caso a FIA não atue sobre a questão, algumas equipes poderiam se beneficiar de uma vantagem técnica ao longo do ano inteiro, o que comprometeria a equidade da competição. Key espera que a FIA tome as medidas necessárias para garantir que todos os times joguem sob as mesmas condições: “Esperamos que a FIA tome as decisões corretas, porque ninguém quer perder uma temporada inteira devido a uma vantagem injusta”, concluiu o diretor da Audi.
